Com o canto, baile e guitarra do flamenco
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O estilo, caracterizado por movimentos de braços ritmados, sapateado vigoroso e expressão corporal marcada, tem a dançarina Karina Leiro como uma das disseminadoras da dança em Pernambuco

| Texto: Marília Ferreira |

Em 2010, o flamenco foi considerado Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco, um reconhecimento a sua representatividade social justificada através da sua fácil identificação no imaginário popular. As características performáticas como a postura corporal marcada, os movimentos dos braços ritmados, o sapateado vigoroso e a expressão facial forte dos dançarinos são automaticamente remetidas à cultura espanhola, porém compreendermos todo o contexto em que surgiu a arte flamenca é difícil devido a carência de fontes escritas anterior ao século 19.

O flamenco é tido como o espírito da Espanha porque é proveniente da região da Andaluzia, sul do território espanhol, mas a sua formação e sua configuração tal qual o conhecemos hoje é resultante da convivência e miscigenação cultural de diversos povos, como árabes, judeus, hindus e ciganos. O estilo, apesar de trazer forte raiz popular, continua evoluindo e se adaptando às mudanças, recebendo influências de ritmos modernos e contemporâneos, a exemplo da salsa, o rock e o jazz.

A tríade de expressões artísticas cante (canto), baile (dança) e guitarra(violão) é a base do flamenco tradicional. O cantaor, o bailaor, e o guitarrista (denominações oriundas da língua espanhola) são os personagens necessários a uma apresentação coreográfica do flamenco, já que as performances são realizadas, tradicionalmente, com música tocada ao vivo, o que configura forte elemento de identidade do estilo. Outro sinal marcante da dança flamenca é a forte teatralidade resultante da integração entre música, canto e dança, na qual o dançarino precisa “interpretar”, personificar a ideia ou o sentimento envolvido na expressão artística.

Em terras pernambucanos, uma das disseminadoras do flamenco é a dançarina e professora Karina Leiro, que mora em Recife há mais de quatro anos. Com vasta experiência na dança, é filha de espanhóis e tem  contato com a cultura espanhola desde que nasceu. “Comecei na dança aos 5 anos de idade fazendo balé clássico na minha cidade natal, Salvador. Mas desde pequena danço danças folclóricas espanholas”, conta.

Já aos, fez o primeiro curso de castanholas e danças folclóricas, na Espanha. “Esse país é muito rico em manifestações culturais com muitos cantos e danças diferentes em cada região. O estudo da dança flamenca, que não classifico como folclore, e sim como uma escola, veio mais tarde, na minha vida já adulta e, enquanto profissão, veio a cerca de 12 anos atrás”.

Com a dança flamenca é possível conseguir uma série de benefícios para a saúde e a qualidade de vida, sem estrições quanto ao público que se interesse pela dança, já que pessoas com qualquer biotipo corporal e idade podem fazer as aulas. Entre os ganhos advindos da prática da dança flamenca, estão: aumento da capacidade aeróbica, tonificação muscular, melhoria da flexibilidade e da postura, além de desenvolver a consciência corporal e melhorar a “parte” rítmica.

Por ser uma atividade aeróbica de média  intensidade, a prática é indicada também para quem deseja emagrecer, pois é estimado que em 1 hora de aula é possível perder cerca de 350 calorias, de uma forma dinâmica e integrativa. Dentre as opções de escolas que oferecem dança flamenca disponíveis ao público local, é possível ter aulas com Karina no Instituto Cervantes localizado no bairro do Derby, com turma de níveis iniciante, intermediário e avançado.

Apesar de participar de apresentações em festivais de dança e dar aulas, a dançarina conta que os profissionais das chamadas “danças étnicas” enfrentam maiores dificuldades localmente. “Percebo que há ainda no Brasil poucas alternativas fora as aulas para os dançarinos profissionais, sobretudo dentro do contexto das danças ditas étnicas (árabe, indiana, flamenca etc.) que tem mais dificuldade de se inserir nas políticas públicas, nos editais”, avalia.

Mas a bailoar diz pra Na Ponta do PÉ que continuará seguindo os passar do Flamenco, um estilo de vida para ela. “Clarice Lispector diz em seu belíssimo texto ‘Espanha’, que a mudez cantada do flamenco é feita de história de viver, amar e morrer”, cita. O clima energético e dramático do Flamenco é verossímil e, como diz Karina, “o flamenco é a história de cada um de nós”.

 




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Maíra Passos

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