Contemporâneo de possibilidades
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Com movimentos inspirados pelos sentimentos, a dança contemporânea emociona e vai ganhando novos admiradores a cada passo

Maíra Passos

Possibilidades. Se existe um estilo que é sinônimo desse substantivo (em toda sua pluralidade), é a dança contemporânea, que constrói e descontrói os movimentos inspirados pelos sentimentos. Sim, a definição dessa dança é mesma subjetiva, ultrapassa toda técnica, rima e métrica, mas que conecta a expressão, a ideia e emoção num compasso inusitado, já que são infinitas as formas de surpreender no contemporâneo.

Apesar de ter sua base no balé clássico, o estilo permite ir além dar técnica para transmitir sua mensagem, levando à reflexão da plateia temas cotidianos. Priorizando a consciência corporal nas criações, há quem diga que essa dança é aquela que o público não vai conseguir entender. Para a bailarina e coreógrafa Denise Matta (SP), que direcionou seus estudos na área contemporânea desde 2002 e esteve em recente apresentação no Recife (PE), muitos grupos, realmente, focam mais na pesquisa corporal.

“São companhias que não estão interessados na opinião do público. Cada um tem seu estilo, mas acredito que a dança contemporânea tem a função de provocar, colocar o ‘dedo na ferida’, fazer pensar ou pelo menos despertar ‘o pensar’ do espectador, não só focar no lado estético”, opina Denise. Já a bailarina e coreógrafa Larissa Porto, umas das idealizadoras do Gesttus Grupo de Dança (PE), ao lado de Viviane Lira, comenta que a concepção de uma “dança jogada” por parte do público é fruto, muitas vezes, de montagens que não se fazem fáceis e de bom entendimento.

“Existe muito a falta de estudo nesse estilo e o ‘achismo’ que a dança contemporânea pode ser qualquer coisa, o que é um grande erro”. Larissa, que teve o primeiro contato com a dança contemporânea em 1999, com o coreógrafo Marcelo Pereira, e faz ponte anualmente com profissionais no Rio de Janeiro, revela que a dança contemporânea vem crescendo simbolicamente no Estado de Pernambuco, mas o público é ainda restrito, fato que está interligado com a falta incentivo para as companhias locais.

Mas, apesar das dificuldades, mantém o Grupo Gesttus desde 2005. “O amor pela dança vem em primeiro lugar e é o que move nosso grupo, por isso qualquer esforço vale a pena. O que não é fácil é a falta de apoio e conhecimento desse estilo, dificultando bastante o desenvolvimento dos projetos”. E essa paixão intrínseca no bailarino, que faz a dança acontecer, a coreógrafa observa que, como entretenimento, é importante atrelá-la ao pensamento do que o público irá assistir.

Denise também lembra que para descontruir é preciso saber construir. “Cada pessoa tem seu repertório pessoal e entenderá (ou não) de uma maneira única o que o bailarino quis transmitir”. Assim, dando liberdade ao bailarino e incentivando-o a ir além dos limites, a dança contemporânea vai conquistando nossos admiradores a cada movimento. Em Pernambuco não é diferente, que conta com produções que passeiam por vários temas. No vídeo, conheça um dos grupos que fazem o estilo embalado pela pernambucanidade, em trecho do espetáculo Fuga, do Gesttus.





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2 Comentários

Rayara Suyene

2012-10-23 17:47:58 Responder

Gostaria de saber, como posso fazer pra entrar no grupo de vocês, no balé ou no contemporâneo ?

Maíra

2012-10-26 14:03:14 Responder

Rayara, se o interesse for participar do Grupo Gesttus (dança contemporânea), o e-mail de contato é: gesttus.grupo@gmail.com.

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