Dança do mundo no Recife
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A 17ª edição do FIDR, de 19 a 27/10, traz mais de 40 espetáculos de companhias de diversos países, além de oficinas e aulões experimentais gratuitos para interagir com o público

Maíra Passos

A capital pernambucana vira palco do mundo mais uma vez com o 17º Festival Internacional de Dança do Recife (FIDR). Com o conceito de interculturalidade, o evento traz apresentações de companhias de vários países, como Espanha, França, Holanda, Portugal, Moçambique e Tailândia, além de grupos regionais de outros Estados brasileiros. Segundo o coordenador geral do festival, Arnaldo Siqueira, “a ideia é trazer mais informações da dança para a cidade, sem que o cidadão tenha que viajar para outros centros culturais para acessar essa arte de uma forma mais ampla”.

Assim, de 19 até 27 deste mês, Recife contará com cerca de 40 espetáculos, espalhados nos principais teatros da metrópole, com ingressos a preço popular de R$5,00. De graça, ações paralelas farão parte da programação. Entre elas, cursos e oficinas de diversos estilos, como frevo, hip hop e afro. Para interagir mais com os recifenses, sendo ou não da área de dança, o evento repete os aulões da última edição. “São aulas abertas ao público para que mais pessoas possam descobrir, na prática, as diversas possibilidades desse universo”, explica o coordenador.


[Assista, no vídeo, o convite especial de Arnaldo para os seguidores de Na Ponta do PÉ]

E mostrando que com essa arte é possível mais, o festival traz como diferencial desta edição a Dança Inclusiva. Um dos trabalhos nessa linha é Florescer, um projeto de Dança Árabe, produzido e dirigido pela professora pernambucana Simone Mahayla. O objetivo é fazer o público refletir sobre as constantes transformações que ocorrem na vida. O “Florescer” trata também sobre a questão da sustentabilidade, por meio da reciclagem, e da inclusão social, com a participação da Cia de Dança Cadências com bailarinas cadeirantes. A iniciativa pretende disseminar a cultura árabe por meio da dança e despertar no público a consciência cidadã.

Já o espetáculo O Nada, da Companhia Integrada Multidisciplinar (CIM), de Portugal, é um trabalho transdisciplinar moldado na ideia e na responsabilidade de se comunicar neste tempo do mundo, através de uma narrativa poética que tem como ponto de partida um percurso caracterizado no silêncio e no eco de um sonho. A CIM também irá ministrar no dia 24 de outubro o workshop de Dança Inclusiva, aberta ao público geral e voltado para pessoas que possuem de paralisia cerebral, deficiência visual, auditiva, motora e outras deficiências, exceto as cognitivas.

Homenageando a bailarina e coreógrafa Maria Paula Costa Rêgo, que dedicou toda uma vida ao desenvolvimento da dança brasileira, fundadora do Grupo Grial , há 15 anos, o FIDR também mostrará aos recifenses passos firmes e marcantes por meio de coreografias de companhias locais, algumas com produções inéditas como as duas estreias do projeto O Solo do Outro, uma iniciativa do Centro de Formação e Pesquisa das Artes Cênicas Apolo-Hermilo.

As criações são inspiradas no centenário de nascimento do dramaturgo pernambucano Nelson Rodrigues. O projeto O Solo do Outro traz os espetáculos Caixa Preta, da bailarina Marta Guimarães; Vestido de Noiva com o dançarino Otavio Bastos. Além da estréia da montagem In Vitro, da Cia Vias de Dança e de espetáculos como Encontro Oposto – Três Movimentos em um Ato, dirigido e coreografado pelo bailarino Ivaldo Mendonça; e O Fio das Miçangas, também do pernambucano Otavio Bastos, um espetáculo de rua com caráter performático sob influência da cultura popular brasileira.

Ainda na programação, “resolvemos trazer para a esplanada do Parque Dona Lindu a montagem Cavalo Marinho Boi Matuto de Olinda, para disseminar nossa cultura popular”, revela o coordenador do festival. Nos destaques internacionais, estão o espetáculo francês Cribles/Wild (Cia Emmanuelle Huhyn), o solo do franco-tunisiano Selim Ben Safia e o projeto espanhol Madrid Dances in… Recife, que todo ano escolhe uma cidade, levando para diversos países companhias espanholas de dança contemporânea. De outros estados, estão espetáculos como Kodak, da Cia. Dimenti (BA), e Caprichosa voz que vem do pensamento (RJ), com Tato Taborda e Maria Alice Poppe, com direção de Aderbal Freire Filho.

Confira a programação completa no site do FIDR. E continue acompanhando nosso canal para acompanhar os bastidores do festival e ver os bailarinos do mundo Na Ponta do PÉ!

 

 

 




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