Em todas as formas, amor à arte
  • Cecília Brennand | FOTO: Arquivo Pessoal
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As diversas formas de emocionar através das artes embalam, há mais de 35 anos, os passos de Cecília Brennand. Bailarina com formação clássica e moderna, a idealizadora do Aria , desde 1991, atua na integração das artes, ressaltando a importância dessa ideia para um artista mais completo. Em conversa com Maíra Passos, para Na Ponta do PÉ, Cecília conta sobre o início da sua carreira e o atual projeto social que coordena, que une dança, música, teatro e literatura para jovens pernambucanos. 

[NA PONTA DO PÉ] Quando começou a se interessar pela dança?

[CECÍLIA BRENNAND] Iniciei meus estudos em dança clássica e moderna aos 16 anos, com a coreógrafa Mônica Japiassu, que não formava apenas bailarinos. Foi com ela que conheci a o conceito de uma dança integrada com outras expressões artísticas e a ter uma ideia mais ampla da arte.

[NPP] Profissionalmente, o que te levou a seguir nos passos da dança?

[CECÍLIA] A curiosidade para descobir mais desse universo. Aos 18 anos já sabia que queria construir minha carreira nessa área e, 10 anos mais tarde, abri a produtora de dança Sopro-de-Zéfrio, ao lado da bailarina e minha companheira dos palcos, Beth Gaudêncio. Com a produtora, realizamos nossas primeiras montagens.

[NPP] Tem alguma que você destacaria no período da Sopro-de-Zéfrio?

[CECÍLIA] Bem, todos os espetáculos são inesquecíveis, como Peles de Lua (1988) e Festa da Pedra (1989), abordando a cultura pernambucana em diferentes linguagens. Lua Cambará também foi bem marcante, sobre uma heroína trágica da mitologia do sertão cearense. Em 1990, Antonio Madureira, Assis Lima e Ronaldo Correia de Brito gravam um disco com a versão musical de Lua Cambará, o gancho para a Sopro-de-Zéfiro encenar a ópera balé, com coreografia de Zdenek Hampel.

[NPP] Atuou em Lua Cambará?

[CECÍLIA] Sim, interpretei Lua Cambará, com corpo de bailarinos formado por Maria Eduarda Gusmão, Beth Gaudêncio, Mônica Barroso, Valéria Medeiros, Márcia Rocha, Adriana Farias, Luis Roberto, Robson Duarte, Tony Luz e atuação de Rubem Rocha Filho. E, em comemoração aos 20 anos do espetáculo, o Aria remontou o espetáculo, em 2010, colocando em cena 40 bailarinos do projeto Aria Social, sendo ele todo com música ao vivo.

[NPP] Sobre o Aria, como surgiu a ideia o espaço?

[CECÍLIA] Foi necessitando de um espaço físico maior para um novo projeto que queria construir com aquele desejo antigo de perpetuar uma concepção arte integrada para outros jovens. Assim, nasceu o espaço, em 1991, uma escola de dança e galeria de arte, com sede em Jaboatão dos Guararapes (PE), a mesma até hoje.

[NPP] Quando o Aria Social virou o principal projeto da instituição?

[CECÍLIA] Como participava de outros projetos sociais paralelos com jovens de escolas públicas, tinha a vontade de ampliar a ideia. Foi quando uma amiga me falou do Edisca, no Ceará. Quando visitei a instituição, fiquei encantada e percebi que era aquilo que eu queria focar. Assim, em 2004, surgiu o Aria Social, associação sem fins lucrativos voltada ao atendimento sócio-cultural de crianças e jovens de baixa renda.

[NPP] Acredita na transformação a partir das artes?

[CECÍLIA] Sem dúvidas! Da dança, da música, da literatura… Estamos tentando incluir mais disciplinas a cada ano. O resultado é incrível, são talentos revelados e jovens descobrindo que existem novas oportunidades para eles. 

Hoje, Cecília percorre mais pelos bastidores, mas cedeu imagens especiais de sua participação no espetáculo Três Compassos, onde contracena com bailarinos do Aria Social. No vídeo, confira Cecília Na Ponta do PÉ!




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Maíra Passos

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