Entre o sagrado e o misterioso
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Em Pernambuco, a dança do ventre, que encanta pelas ondulações corporais, cresce com o surgimento de festivais e atrai novos talentos

Um balanço de quadris que envolve o corpo em ondulações harmoniosas. A dança do ventre encanta o mundo, do oriente ao ocidente, pelas características plurais de sutileza, mistério e sensualidade. E fãs dessa arte estão também em terras pernambucanas, que comemoram o crescimento da modalidade no estado com o surgimento de festivais exclusivos para o estilo. Entre eles, o Florescer, que teve sua quarta edição realizada no último final de semana, integrando a programação do 17º Festival Internacional de Dança do Recife (FIDR).

Idealizado pela bailarina, coreógrafa e produtora Simone Mahyala, a proposta do evento é promover atividades culturais de dança árabe para que o público local posso conhecer essa dança pelos passos de profissionais da região, com espaço para as danças árabes folclóricas, as clássicas e as modernas. “Nas performances, apresentações das famosas danças com espada e com véus. A ideia é promover um intercâmbio cultural e integras as companhias”, explica Simone, que iniciou seus estudos na dança do ventre no ano 2000.

A bailarina e professora Hanna Costa é outra entusiasmada pelo estilo, que produz, desde 2008, o espetáculo Divas e traz profissionais de outros estados para completar o show em comemoração aos seus 15 anos na dança do ventre, que será no dia  02 de dezembro, no Teatro do Brum (Centro de Convenções, Olinda – PE). Pernambucana, mas que teve seu primeiro contato com o estilo na Espanha, a professora dá aulas há 10 anos e diz que “Pernambuco já conta com grandes bailarinas solistas e boas companhias qualificadas”.

E Hanna é um dos exemplos estaduais que tem reconhecimento nacional, tendo conquistado o selo de qualidade no Mercado Persa (2004), em São Paulo, e o diploma em excelência em dança do ventre pela escola Luxor (SP), sendo avaliada por professoras de dança do Egito, Espanha e Argentina. Outra recente conquista foi comemorada ao lado de sua colega, a bailarina Ayana Ghaytath , porque foram aprovadas na Casa de Chá Khan Khalili (SP), um dos espaços mais reconhecidos da área do país.

Para Ayana, que acaba de completar 11 anos de dança, o caráter sagrado e misterioso que a dança do ventre representa é o que mais a encanta e faz seguir com novos passos na área. “Gosto muito também porque ela desperta a feminilidade e a delicadeza”, declara a bailarina, que segue o estilo egípcio, caracterizado pelas manifestações sutis de quadril, domínio de tremidos, deslocamentos simplificados adaptados do balé clássico e movimentos de braços e mãos simplificados.

Já a jovem bailarina Je Zuhairah diz que foi atraída pela dança do ventre para se alegrar. “Foi há 5 anos, quando estava em depressão e a a dança me resgatou de todas as formas, além de me ajudar a ser mais feminina, delicada, corrigir minha postura e aumentar a resistência física”. Tendo como mestra a bailarina e professora Lu Zambak, hoje, Je também dá aulas do estilo, na Baillar Escola de Dança. Em tempo, uma curiosidade apurada pela reportagem de Na Ponta do PÉ é que a maioria das bailarinas de dança do ventre, mesmo as pernambucanas, assinam o nome artístico com sotaque árabe. Segundo elas, é para entrar no clima!

Para envolver todos os nossos seguidores nessa dança, veja o que essas artistas preparam especialmente para nosso canal, durante encerramento de workshop do Festival Florescer, ministrado por Vanessa Lira!  

Entre as bailarinas no vídeo: Simone Mahayla, Vanessa Lira, Hanna Costa, Ayana Ghayath, Monyque Munir, Roze Nascimento, Malu Carneiro e Alexandra Nurhan.  




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Maíra Passos

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