Escolhido pela dança
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  • Julcélio Nobrega e Vanessa Oliveira / FOTO: Rubens Vieira
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  • Julcélio Nobrega e Priscila Borba / FOTO: Hans Mautufell
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  • Julcélio Nobrega e Priscila Borba / FOTO: Hans Mautufell
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  • Julcélio Nobrega e Vanessa Oliveira / Divulgação
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  • Julcélio Nobrega- Elenco da Carolemos | FOTO: Divulgação
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  • Julcélio Nobrega e Vanessa Oliveira / Divulgação
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  • Julcélio Nobrega e Dayane Carvalho / Divulgação
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  • Julcélio Nobrega e Dayane Carvalho / Divulgação
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É sobre o bailarino clássico Julcélio Nóbrega, nascido no interior pernambucano, o novo post da série Na ponta dos pés deles

Juliane Menezes

Ainda aos 13 anos de idade, o bailarino pernambucano Julcélio Nóbrega abraçou a dança pela primeira vez, que o agarrou de vez e nunca mais soltou. Através de apresentações de ritmos populares, jazz, moderno e contemporâneo, em Surubim, no Agreste de Pernambuco, que o hoje premiado artista descobriu não apenas uma profissão, mas como ele próprio diz, sua razão de viver. E é sobre ele, que diz não visualizar sua vida sem saltos e piruetas, o novo post da série  Na ponta dos pés deles.

“Ser bailarino pra mim, não se tratou de uma decisão. Não escolhi ser bailarino, acho que a dança escolhe a gente (risos). A felicidade e o sentido de viver, no meu caso, estariam atrelados ao exercício contínuo da dança, seja como bailarino, coreógrafo ou professor”, conta Julcélio, que dança há 19 anos. Destes, 16 dedicados ao balé clássico, sua grande paixão. Grande, mas não a única: Julcélio também gosta de dança neoclássica, moderna e contemporânea, embora prefira as linguagens contemporâneas que tenham uma linha mais erudita e técnica.

Só mesmo uma predestinação divina – e muito talento – para fazer o ainda menino Julcélio seguir pelos passos da dança. No interior de Pernambuco, terra onde nasceu, o machismo e o sexismo são regra, e a mentalidade reinante é a do cabra macho. “Houve um momento em que minha família pensou em me tirar das aulas por motivos óbvios: o preconceito ou pelo menos a preocupação com minha imagem de homem na sociedade”, revela.

“Mas isso foi superado e hoje posso dizer que tenho o apoio e a admiração de todos da minha família”, comemora Julcélio. Aliado ao preconceito e ao machismo, que fazem não só as famílias, mas os próprios garotos não quererem ter sua imagem de masculinidade questionada pela sociedade, os dançarinos enfrentam a falta de profissionalização e mercado na área de dança em Pernambuco. “Como se não bastasse passar por inúmeros preconceitos e olhares diferentes por parte das pessoas, ainda temos que lutar por uma classe ainda pouco reconhecida profissionalmente. Não me assusto mais quando alguém me pergunta: dança? Isto é profissão?”, observa.

Pois, segundo ele, viver exclusivamente como dançarino é impossível. Os motivos são muitos: falta de investimento público, de investimento privado, de organização da classe. “Não raro, bailarinos em Recife seguem suas vidas como professores, ou diversas outras profissões, se dividem em várias jornadas diárias de trabalho, inclusive a de dançarino, que por si só, é pouco, economicamente falando. Vítimas de preconceito, atividade com pouco retorno financeiro, mercado de trabalho limitado. Resumindo: poucos homens abraçam seu talento e o levam adiante”, reclama Julcélio.

Ele próprio é graduado em Educação Física pela UFPE, formado no método pilates pela Pollstar education/Physiopilates, pós-graduado em dança e consciência corporal pela Universidade Gama Filho, além de possuir formação técnica em balé clássico pela Carolemos Dançarte. E da escolinha em Surubim, ele partiu e brilhou em diversos festivais locais, regionais, nacionais e internacionais. Entre os prêmios conquistados, estão o de melhor bailarino no Festival norte/Nordeste Marista de dança em Fortaleza (1997) e o 1º lugar na categoria pas de deux e o prêmio de melhor bailarino no festival Dança Pernambuco (2008).

Julcélio ganhou ainda medalha de bronze no Seminário Internacional de dança de Brasília (2006) na categoria pas de deux clássico/neoclássico e o 5º lugar no Festival Nacional de Dança do CBDD (Conselho Brasileiro de Dança), no Rio de Janeiro (2007). Atualmente, é o primeiro bailarino, coreógrafo e ensaiado do espetáculo de “Carnaval Del’arta”, que estreia em novembro no Parque Dona Lindu. É o primeiro espetáculo de balé clássico aprovado pela lei estadual do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura).

Além dos preparativos para a nova montagem, sua rotina está bastante cheia, dividindo-se entre aulas de pilates e dança, além de ensaiar de segunda a sábado. “Apesar de todo esse trabalho e essa rotina intensa, a dança, pra mim, é algo que transcende todo e qualquer esforço físico, é a forma mais sublime que eu encontro de estabelecer um canal de comunicação entre os meus sentimentos e o mundo. A dança desperta em mim um turbilhão de sensações que me permite não só extrapolar os limites físicos do meu corpo, como também me faz sentir vivo, tornando minha vida completa e com sentido!”, ressalta o bailarino.

+ VEJA UMA DAS PERFORMANCES DE JULCÉLIO

+ DICAS PARA BAILARINOS

Quer seguir a carreira clássica? Confira as dicas exclusivas que bailarino Julcélio Nóbrega contou para Na Ponta do PÉ!

Amor à dança

Para um rapaz ser bailarino precisa, de antes de mais nada, amar loucamente a dança! Ele precisa ter certeza de que não saberia viver sem a dança.

Formação técnica

Uma vez constatado esse amor incondicional, claro, ele precisa estudar em boas escolas e ter acesso a bons profissionais para lhe auxiliar em sua formação, pois a dança clássica é uma arte extremamente técnica. Por mais talento que se tenha, sem um bom suporte profissional torna-se praticamente impossível vir a ser um bom bailarino.

Atributos físicos

Assim como em alguns esportes exige-se um determinado perfil física, no balé não é diferente. No caso dos homens, de preferência devem ter estatura mediana ou mais alta, corpo esguio para ressaltar as linhas corporais, musculatura flexível e outras qualidades que podem também ser trabalhadas num bom programa de condicionamento físico para rapazes.




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Maíra Passos

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1 Comentários

Taciana Leitão - LALA

2013-10-17 14:38:49 Responder

Feliz por você, Jul !!!!! Você merece, vc ainda vai mais longe, CERTEZA… Bjo LALA

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