Espetáculo de capoeira faz relação entre corpo e memória nas raízes negras
  • Meia Noite | FOTO: Rogério Alves
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Neste sábado (19), o Paço do Frevo recebe o solo Meia Noite, de Orun Santana neste sábado

As histórias do imaginário afro-brasileiro atuam direta e indiretamente na construção de imagens na formação do corpo negro que dança e dialoga com o reconhecimento de identidade enquanto indivíduo e grupo. Desta forma, auxiliando na construção e reconhecimento do fazer artístico negro no âmbito cultural, o Paço do Frevo, em mais uma edição do Sábado no Paço, recebe o espetáculo Meia Noite, neste sábado (19), às 16h, na Praça do Frevo (3º andar).

Interpretado por Orun Santana, filho do Mestre Meia-noite, o solo explora a capoeira como elemento criador e motivador do movimento, construindo um procedimento de uso da memória corporal como elemento criador, dialogando dramaturgicamente na relação pai e filho, mestre e discípulo, sendo o intérprete filho do mestre. Para isso, são utilizadas dinâmicas corporais que buscam a relação corpo e memória, como via de investigação para cena.

O que constitui meu corpo? Quais as memórias inscritas no corpo? Que imagens preenchem os corpos? O corpo herança, Meu eu corpo. Essas são algumas perguntas e frases e que norteiam a apresentação. O acesso ao espetáculo está incluso no valor da entrada/visitação do museu, que custa R$ 8,00 (inteira) e R$ 4,00 (meia entrada)O Paço do Frevo fica na Praça do Arsenal da Marinha, s/n, Bairro do Recife. Mais informações: (81) 3355.9500.

Mestre Meia-noite

Nas décadas de 1970 e 1980 eclode em Recife movimentos precursores no promover de práticas de ações afirmativas através da arte e cultura negra, principalmente em comunidades da periferia, instigados pela força do Movimento Negro Unificado no Brasil e em Pernambuco, seja através de grupos de capoeira, de dança, de música, da literatura ou das artes visuais.

E entre a geração de artistas ativos na construção de uma nova realidade partindo de referenciais afro-diaspóricos, está o Mestre Meia-noite, um dos responsáveis por criar e manter o Centro de educação e cultura Daruê Malungo, no bairro de Chão de Estrelas, na área norte do Recife. A casa, onde Orun Santana é também é professor, acolhe crianças e jovens para transmitir a música, dança e cultura brasileira, principalmente a fincada nas raízes negras.

 




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Maíra Passos

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