Belle | Cia. de Dança Deborah Colker (RJ)

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O novo espetáculo da companhia carioca será encenado em Pernambuco nos próximos dias 28 e 29, no Teatro Guararapes (Centro de Convenções, Olinda)

A Cia. de Dança Debora Colker traz para Pernambuco sua mais recente montagem, Belle, que será encenado nos próximos dias 28 (sábado, às 21h) e 29 (domingo, às 19h), no Teatro Guararapes (Centro de Convenções, Olinda). O espetáculo, que estreou em junho do ano passado, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, é livremente inspirado no romance Belle de Jour, lançado em 1928 pelo escritor franco-argentino Joseph Kessel e transformado em um clássico do cinema surrealista quase quatro décadas depois, em 1967, por um de seus maiores mestres, o mexicano Luis Buñuel (1900-1983).

A história de Séverine, a burguesa bem-casada que, para suprir o profundo vazio existencial que a consome, se vê inapelavelmente compelida a transgredir as fronteiras de seu mundo de conto de fadas e ir passar as tardes em um randevu, onde atende pelo codinome Belle, seduziu Deborah Colker em 2011, pouco depois da estreia de Tatyana, também inspirado em uma obra literária. A temática de Belle, no entanto, está mais associada a outros espetáculos da companhia: Nó, de 2005, e Cruel, de 2008, discorrem, ambos e de diferentes maneiras, sobre o que há de mais atávico nas pulsões humanas: o erotismo.

Mas Belle coloca em evidência o embate entre carne e espírito, amor e desejo, razão e instinto, real e imaginário. Para Deborah, o que faz da protagonista da obra de Kessel uma personagem singular e fascinante é o fato de ela atender ao chamado implacável do instinto, ao mesmo tempo em que não abre mão do casamento e do charme discreto do dia a dia burguês, que preza com sinceridade, revelando uma capacidade incomum de dividir-se, com suprema diligência, entre as duas servidões.

“Meu desafio era traduzir em movimentos a dicotomia brutal e tão profundamente humana que move a história desta mulher. E, pela própria natureza da linguagem coreográfica, meu espetáculo traduz uma leitura muito mais poética do que propriamente narrativa da trama. A grande assinatura da minha adaptação de Belle de Jour foi materializar no palco o duplo de Séverine. Tanto no romance original quanto no filme de Buñuel, Séverine e Belle são a mesma pessoa. E, como na dança tudo é transmitido através do corpo, para mim, foi necessário encarnar este duplo em duas bailarinas que fossem o oposto perfeito uma da outra”, conta Deborah.

Sobre uma trilha sonora que vai do gênio de Miles Davis a Lou Reed, passando pela música eletrônica, Belle se estrutura em dois movimentos. No primeiro, a ação se concentra na casa de Séverine e culmina em sua descoberta clandestina do randevu. No segundo, integralmente passado no habitat de Belle, seu duplo, o elenco feminino troca as sapatilhas por sapatos de salto alto, mas há poucas mudanças de cenário. Uma opção que reforça a leitura pessoal e intransferível do romance pela coreógrafa. “Belle, o espetáculo que construí, deixa no ar, em aberto, uma questão, e delega ao espectador a escolha: afinal, esta é uma história que realmente se realiza ou que se passa apenas dentro da cabeça de Séverine?”, questiona a coreógrafa.

Os ingressos para plateia custam R$80 (inteira) e R$40 (meia entrada), já os para balcão estão por R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia entrada), à venda na Loja Maria Filó (Shopping Recife), Loja Reserva (Shopping Plaza), Loja Vagamundo (Shopping Tacaruna e Paço da Alfândega), no local e nos site Ingresso Rápido. Informações: 3182.8020

FICHA TÉCNICA
Duração: 60 minutos
Criação e Direção: Debora Colker
Diretor Executivo: João Elias
Direção de Arte e Cenografia: Gringo Cardia
Direção Musical: Bena Cepas
Desenho de Luz: Jorginho de Carvalho
Figurinos: Samuel Cirnansk
Dramaturgia: Deborah Colker e João Elias
Mantenedora: Petrobras
Patrocínio: Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura

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Sobre o autor
Maíra Passos

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