Espaçamento

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  • Espaçamento | FOTO: Rossana Magri
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  • Espaçamento | FOTO: Eric Gomes
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  • Espaçamento | FOTO: Claudia Figueiredo
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Espaçamento, espetáculo de dança dirigido pelo pesquisador, bailarino e coreógrafo pernambucano Claudio Lacerda com a proposta de fazer um cruzamento entre os passos, gestos e movimentos dos bailarinos com construçõesarquitetônicas da vertente desconstrutivista que tem como palavras-chave deformação e deslocamento, tendo o espaço como o fator em comum, será exibido em sessões gratuitas nesta sexta e sábado (14 e 15) e nos dias 21 e 22, às 16h, no Octógono, da Caixa Cultural Recife. As apresentações dão sequência à temporada nacional iniciada no ano passado com parada nas cidades do Rio de Janeiro, Fortaleza, Porto Alegre, Belo Horizonte e Brumadinho,em Minas Gerais. 

O espetáculoencenado pelos bailarinos Claudio Lacerda, Juliana Siqueira e Jefferson Figueirêdo, com duração de 40 minutos é o resultado artístico da pesquisa Trilogia da Arquitetura Desconstrutivista, projeto que dá continuidade à trajetória de experimentação de Cláudio Lacerda/Dança Amorfa e que foi inspirado em obras arquitetônicas da vertente desconstrutivista, que traz uma linha de produção pós-moderna iniciada no fim dos anos 80, caracterizada pela fragmentação, pelo processo de desenho não linear, pelas formas não retilíneas.

Todas essas referências são baseadas em projetos como o ousado Museu Guggenheim, em Bilbao, na Espanha, do arquiteto Frank Gehry; e o Centro de Ciência Phaeno, em Wofsburg, de Zara Hadid; além de influências do conceito filosófico de desconstrução de Jacques Derrida, que, entre outros conceitos, define que o espaço de tensão entre polaridades deve ser habitado. Espaçamento relaciona-se a pausa, branco, pontuação ao intervalo em geral. “São justamente esses espaços de pausa, branco, espaços de devir, de formação da significação que deram nome a obra”, sugere o diretor Claudio Lacerda.

Espaçamento surgiu com um potencial enorme para dialogar com diversas propostas de espaço cênico – galerias de arte, espaços abertos, sítios históricos, teatros, etc. – e também para abarcar trilhas sonoras diferenciadas, além do próprio silêncio, nossa primeira versão. As trilhas sonoras diferem em cada apresentação e podem ser uma composição eletrônica, assinada por Thiago Fournier; trilha de Bach e ainda da subjetividade dos bailarinos (narrada em off). Cada apresentação é única em sua fruição e, por isso, o elenco convida o público a presenciar mais de uma, no mínimo, e sentir o espetáculo se fazer diferente a cada vez.

 

 

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Maíra Passos

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