Movimentos Coletivos

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O Coletivo Lugar Comum “ocupa” o Teatro Joaquim Cardozo (Rua Benfica, 157, Madalena) estreia nesta sexta-feira (31) o projeto Movimentos Coletivos, que segue aé o final de junho, sempre às sextas e sábados, às 20h. A ideia é trazer os novos trabalhos do Coletivo Lugar Comum e artistas parceiros, como: Solo para várias vozes, de Conrado Falbo; Improvisões, de Conrado Falbo e Liana Gesteira com um artista convidado a cada semana e De cordas, faixas e metal, solo de Letícia Damasceno. Os ingressos custam R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia).

Nesta sexta (31), dia da estreia, na apresentação de Improvisões, Conrado Falbo e Liana Gesteira compartilham o palco com a artista convidada Renata Muniz, também do Coletivo Lugar Comum. Ao longo das próximas semanas farão parte do projeto artistas independentes e de outros grupos da cidade. Improvisões traz um jogo cênico focado na improvisação, utilizando som e movimento na proposta de “quebrar” o conceito de dualidade entre eles, já que som é movimento e vice-versa.

A programação da noite segue com o solo/performance Solo para várias vozes, do músico, performer, professor e pesquisador Conrado Falbo. Uma parte do trabalho foi apresentada pela primeira vez na Cena Bacante do Palco Giratório, no último dia 17 de maio, agora estreia completo no palco do Joaquim Cardozo. Uma voz em rascunho, na busca de suas possibilidades além da fala e do canto. Neste solo, a voz é acompanhada por si mesma, desdobrando-se no espelho dos próprios sons. Foi desenvolvido pelo artista a partir da pesquisa prática que vem realizando junto aos demais artistas ocupantes do Coletivo Lugar Comum (Recife, PE) sobre as possibilidades da voz e do corpo em performance, e da pesquisa teórica sobre voz, palavra e performance, realizada no âmbito do doutorado em Teoria da Literatura pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

O que pode a voz quando não fala nem canta? Este foi o questionamento que guiou o processo de criação desta performance, partindo da ideia da voz como princípio comunicativo que extrapola códigos e signos convencionais para investigar um horizonte de expressão ao mesmo tempo concreto, pois voltado ao corpo e suas sonoridades, e abstrato, pois aberto a várias possibilidades interpretativas e de categorização. As ações da performance são mediadas por um microfone e uma loop station (pedal eletrônico que permite gravar sons e repeti-los instantaneamente). Os sons são produzidos e manipulados ao vivo pelo próprio performer: as diferentes vocalizações vão sendo gradualmente sobrepostas com o auxílio do pedal e os efeitos sonoros alcançados são resultado unicamente desta sobreposição. Não há utilização de gravações prévias ou efeitos eletrônicos de distorção sonora.

No sábado (01/06e ao longo da temporada, a programação traz o Solo para várias vozes e também a performance De cordas, faixas e metal, da dançarina e professora da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE e da Faculdade Angel Vianna, Letícia Damasceno. O solo de Letícia Damasceno aborda a palavra muda no corpo, a impossibilidade de mover. A memória do movimento reverbera em voz do movimento, em dança que transborda em som. A mesma corda que aprisiona é também a corda que vibra em voz encarnada na poética do corpo, em diálogo com a poesia de dois grandes Manoéis: o de Barros e o nosso Bandeira.

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Maíra Passos

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