O estilo das quadrilhas
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No período junino, elas fazem um espetáculo à parte, colocando em cena a cultura popular nordestina

| Texto: Débora Leão |

Quem é nordestino sabe a importância das festas juninas para a cultura popular e, consequentemente, da importância das quadrilhas para este período. Elas, que começaram como meras brincadeiras, sempre estão presentes em qualquer quermesse que se preze. Mas, ao contrário do que alguns pensam, existe muita gente levando essa “brincadeira” a sério. As quadrilhas profissionais são hoje verdadeiros espetáculos para Pernambuco, com dança, teatro e muito arrasta-pé, claro. Prova disso é a intensa dedicação e competitividade atribuídas aos festivais do estado – entre os mais famosos o da Rede Globo Nordeste, o do SESC e o da Fundação de Cultura da Cidade do Recife.

Leilane Nascimento, que herdou da mãe, Alana, o comando da quadrilha bicampeã nacional e penta pernambucana, Raio de Sol, explica o tamanho do investimento: “são 135 dançarinos, além da diretoria, da equipe de apoio, coreógrafos, cenografista/figurista, diretor artístico/teatral, costureiras, entre outros profissionais. Em 2013, gastamos em média R$ 60 mil para montar o espetáculo. Além disso, no período junino temos o custo do transporte, uma média de R$ 1 mil, por dia (três ônibus e um caminhão baú). Como não temos nenhum tipo de subvenção, dependemos de cachês, premiações e ajuda dos componentes para cobrir todos esses gastos”.

Para a montagem do espetáculo é necessário todo o cuidado, visto que as competições geralmente são decididas por décimos. Tudo é meticulosamente avaliado – a começar pelo tema, pela sua correlação com a cultura popular, além de figurino, trilha sonora, coreografia e montagens de personagens. Ainda segundo Leilane, não há mais distinção entre “quadrilhas tradicionais e quadrilhas estilizadas”: é tudo parte do espetáculo junino, cada uma a sua maneira, apesar de manterem certas tradições sempre vivas, como o casamento matuto, por exemplo.

E por falar em casamento, a quadrilha Tradição preparou uma inovação e tanto para 2013, com a realização de um casamento homoafetivo (veja no vídeo, abaixo). Na ocasião, o diretor Joselito Costa destacou a importância da presença do debate político até mesmo em festas juninas. Desta forma, não é difícil acreditar que, mesmo sendo parte antiga e tradicional da cultura popular, as quadrilhas sempre acompanham a sociedade, se mantendo atualizadas e engajadas com o cotidiano da população.




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Maíra Passos

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