Resistência de companhias e coletivos de dança em Cena CumpliCidades
  • Acto Blanco | FOTO: Divulgação
    img
  •        
  • Antes | FOTO: Gregory Batardon
    img
  •        
  • Memória de Brinquedo | FOTO: Cayo Vieira
    img
  •        
  • Protocolo Elefante | FOTO: Cristiano Primi
    img
  •        
  • Antilope | FOTO: Amanda Pietra
    img
  •        
  • Acto Blanco | FOTO: Divulgação
    img
  •        
  • Antes | FOTO: Gregory Batardon
    img
  •        
  • Memória de Brinquedo | FOTO: Cayo Vieira
    img
  •        
  • Protocolo Elefante | FOTO: Cristiano Primi
    img
  •        
  • Antilope | FOTO: Amanda Pietra
    img
  •        

Em sua oitava edição, as apresentações acontecem entre 23 e 27 de outubro, em teatros do Recife. Já na Universidade Federal de Pernambuco, haverá atividades formativas

Com foco na visibilidade da criação artística, na relação pedagógica entre arte e educação e na transformação de novos públicos, juntando trabalhos de diversos campos artísticos, das artes cênicas às artes visuais, música e performance, o festival Cena CumpliCidades estará em cartaz na capital pernambucana de hoje até o próximo dia 27. Há programação de dança no Centro de Artes e Comunicação (CAC), dentro da Universidades Federal de Pernambuco (UFPE), no Cine Teatro Samuel Campelo, em Jaboatão dos Guararapes, Teatro Santa Isabel, Teatro Apolo e Hermilio Borba Filho.

No Recife, o festival começa com a grande novidade deste ano, a programação CENA UNIversidade, CAC, sendo uma plataforma inter, trans e multiartística, que integra educação, arte e debate de ideias. No projeto,  a programação se divide em apresentações e atividades formativas, permitindo ao público desfrutá-la em três níveis: vivenciando experiências em oficinas (e outras práticas); assistindo às apresentações e podendo compreendê-las melhor ao ouvir e falar diretamente com os artistas por meio de explanações sobre as obras (conceitos e pesquisa desenvolvida); assim como, acompanhando lançamento de livros, mesas e bate-papos.

Nos teatros, a programação começa na quinta-feira (25), trazendo o trabalho de resistência desenvolvido por companhias e coletivos de dança. Entre os nomes que irão se apresentar, está o Grupo Cena 11, uma das mais importantes companhias de dança do país. Vindos de Santa Catarina, que se notabilizou pelos trabalhos bem dosados quanto a experiência estéticas, pesquisas e tecnologias. O Cena CumpliCidades traz o trabalho Protocolo Elefante, também na quinta-feira, às 19h, no teatro Samuel Campelo, em Jaboatão dos Guararapes.

Outro destaque do festival acontece no final de semana no Teatro Santa Isabel, é o espetáculo Antes, da Alias Companhia, da Suíça, dirigido pelo pernambucano Guilherme Botelho, que se apresenta depois de décadas de existência em Pernambuco. A obra oferece uma reflexão sobre a história da humanidade, bem como sobre os destinos individuais e coletivos, com corpos desnudos coloca a anatomia em um ponto de abstração revelando o desconhecido por trás do bem conhecido e o envelope de carne como um território para desvelar a possibilidade do conhecimento.

Ainda com a programação de dança, o festival apresenta Acto Blanco, da Argentina, com um trabalho que revisita os estereótipos plasmados no corpo feminino do balé romântico para questioná-lo, subvertê-lo, homenageá-lo. Já a Curitiba Cia de Dança traz o espetáculo Memória de Brinquedo, criado pelo coreógrafo/grife Luiz Fernando Bongiovanni. A obra apresenta uma deliciosa reflexão sobre o mundo tecnológico e a ludicidade, resultante das relações do brincar a partir de memórias reais e ficcionais. Eles se apresentam em dois dias de festival em teatros da Região Metropolitana do Recife.

Tendo começado este ano com residência artística em Natal, composição sonora e audiovisual com uma linguagem corporal baseada na dança e no teatro físico, envolvendo artistas da Espanha, Argentina, Cuba e Brasil, para apresentar seu resultado na programação potiguar em Pernambuco. O festival conta com apoio do programa PICE, da Acción Cultural Espanhola, incentivo do Funcultura. As atividades formativas no CAC são gratuitas. Já a entrada nos teatros Apolo, Hermilo Borba Filho e Santa Isabel custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). No Cine Teatro Samuel Campelo, o ingresso é só R$ 1.  Mais informações no site do festival.

SERVIÇO

Festival Cena CumpliCidades – Oitava Edição
Quando: de 23 a 27 de outubro de 2018
Onde: CAC/ UFPE – dias 23 e 24/10. Entrada grátis; Cine Teatro Samuel Campelo (Jaboatão dos Guararapes) – 25/10. Entrada R$; Teatros: Apolo, Hermilo Borba Filho, Santa Isabel – 26 a 27 (sexta e sábado). Entrada: R$ 10 e R$ 5 (meia)
Informações: no site do festival

 

PROGRAMAÇÃO DE DANÇA NO TEATROS

QUINTA-FEIRA, 25/10
Às 19h, no Cine Teatro Samuel Campelo (Jaboatão dos Guararapes)

Protocolo Elefante, do Grupo Cena 11 Cia de Dança (Brasil)
Sobre: protocolo Elefante investiga na ação de afastamento e isolamento do elefante na iminência de sua morte, uma metáfora de separação e exílio. Um questionamento sobre o modo como fatores contidos no ambiente ao qual pertencemos (pessoas, comportamentos, línguas, afetos, objetos e dispositivos relacionais de convívio) são afetados quando migramos a sós para um contexto diverso e distante destas familiaridades e simetrias do pertencer. Protocolo Elefante é um ritual de descontinuidade e vestígio, é entender identidade como entropia. É propor um Grupo compartilhando a solidão que nos define.

SEXTA-FEIRA, 26/10
Às 19h, no Teatro Apolo (Recife)

uMbit, de Jonas Alves (Brasil)
Sobre: o solo de Jonas Alves surgiu no decorrer de disciplinas como Oficina de Dança 3 e Estudos do Movimento 2 do Curso de Dança, ambas aplicadas pelo prof. Cláudio Lacerda. Consiste em uma pessoal relação dança/música com uma exitosa exploração dos acentos coreográficos.

Acto Blanco, de Laura Figueiras Y Carla Rímola (Argentina)
Sobre: Acto Blanco traz a cena uma evocação ao espírito do movimento romântico (nele, tempestade, noite e elementos colocaram o universo feminino no abismo do sono, do monstruoso e da natureza). O trabalho revisita a figura da mulher e postula uma figura feminina cujo sentido tem sua melhor tradução na relação com a mulher romântica, uma vez que a evoca, a subverte, a homenageia e questiona. Uma mulher ancorada na concepção grotesca do corpo, não é casta, é carnal e animal.

Às 20h30, no Teatro Santa Isabel

Antes, da Alias Company (Suíça)
Sobre: com “Antes”, Guilherme Botelho oferece uma reflexão sobre a história da humanidade, bem como sobre os destinos individuais e coletivos. Empurrando a anatomia para o ponto de abstração, ficamos cientes de que raramente olhamos para um corpo de tal maneira, e que o ofício do coreógrafo reside exatamente nisto: revelando o desconhecido por trás do bem conhecido, apresentando o envelope de carne como um território, nudez como experiência e desvelando a possibilidade do conhecimento.

Às 22h30, no Teatro Apolo (Recife)

BATUCADA, com Marcelo Evelin/Demolition Incorporada (Brasil)
Sobre: BATUCADA é a uma criação de Marcelo Evelin/demolition Inc. e concebido no Kunsten Festival des Arts, um dos principais festivais de arte performática da Europa. O ritmo transita entre a festa e o protesto num ritual que expõe a relação conflitante entre uma coletividade quase tribal e as subjetividades dos indivíduos. Mascarados, os corpos subversivos batucam panelas, frigideiras e latas numa espécie de desfile apoteótico e revolucionário. O grupo é diverso, de artistas e “não artistas”, da dança, do teatro, da música, arquitetura, moda, performance, da vida. São mais de 40 performers cidadãos que se misturam e se transformam um no outro e na cadência de uma batucada atravessada, enganchada, suspensa. Os corpos tornam-se instrumentos para as estruturas rítmicas e impulsionam a cadência de uma coreografia da qual o público também faz parte.

SÁBADO, 27/10
Às 17h, no Parque Dona Lindu (Boa Viagem, Recife), na Galeria Janete Costa

Antílope, com Flávia Pinheiro (Brasil)
Sobre: Antílope é o resultado da pesquisa RIZOMA, que investiga a relação da percepção do corpo em dinâmica com os dados captados em tempo real por sensores (musculares, inerciais, sensores de frequência cardíaca, sensores de pressão e sensores ópticos), buscando identificar os padrões de movimento e ampliar as suas possibilidades através da tradução deste em ruídos/ som/ vazio. Fugir, escapar, sobreviver.

Caboclinhas, de Hannah Mary e Dryelle Melo (Brasil)
Sobre: duo de dança contemporânea combinando matrizes pop e populares, dispensando o suporte da música, dá ênfase à movimentação corporal a partir das culturas corporais de suas intérpretes.

Vivências, deVictor Marinho (Brasil)
Sobre: partindo de um trabalho sobre memória corporal em aula do curso de Dança, o processo de “Vivências” abordou experimentações e reflexões para chegar a um estado cênico potente no qual culturas corporais estão plasmadas em um solo que sintetiza informações variadas.

Às 20h30, no Teatro Santa Isabel

Memória de Brinquedo, da Curitiba Cia. de Dança (Brasil)
Sobre: espetáculo de dança contemporânea que celebra histórias, lembranças e sensações tecidas e criadas ao longo da infância. Criado e coreografado por Luiz Fernando Bongiovanni, com direção artística de Nicole Vanoni, o espetáculo busca colaborar com a reflexão sobre o mundo tecnológico e lúdico, investigando as relações do brincar a partir de memórias reais e ficcionais. Em um mundo cada vez mais digital, este trabalho incentiva e defende um resgate do brincar como etapa fundamental do desenvolvimento do indivíduo.

Às 22h30, no Teatro Apolo

BATUCADA, com Marcelo Evelin/Demolition Incorporada (Brasil)
Sobre: BATUCADA é a uma criação de Marcelo Evelin/demolition Inc. e concebido no Kunsten Festival des Arts, um dos principais festivais de arte performática da Europa. O ritmo transita entre a festa e o protesto num ritual que expõe a relação conflitante entre uma coletividade quase tribal e as subjetividades dos indivíduos. Mascarados, os corpos subversivos batucam panelas, frigideiras e latas numa espécie de desfile apoteótico e revolucionário. O grupo é diverso, de artistas e “não artistas”, da dança, do teatro, da música, arquitetura, moda, performance, da vida. São mais de 40 performers cidadãos que se misturam e se transformam um no outro e na cadência de uma batucada atravessada, enganchada, suspensa. Os corpos tornam-se instrumentos para as estruturas rítmicas e impulsionam a cadência de uma coreografia da qual o público também faz parte.




Postado por


COMPARTILHE:

Sobre o autor
Aline Antunes

POSTS RELACIONADOS:

  • Onde fazer balé clássico no Recife?
    Onde fazer balé clássico no Recife?
  • Musical A Família Admms ganha versão recifense
    Musical A Família Admms ganha versão recifense
  • Academia Fátima Freitas apresenta O Quebra Nozes
    Academia Fátima Freitas apresenta O Quebra Nozes

Deixe um comentário

Mensagem