Solos mineiros em sala pernambucana
  • A sede do peixe | FOTO: Maria Eugênia
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  • Entulho | FOTO: Pablo Bernardo
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  • Entulho | FOTO: Pablo Bernardo
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  • Mostra Sola de Dança | FOTO: Pablo Bernardo
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  • Mostra Sola de Dança | FOTO: Pablo Bernardo
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  • A sede do peixe | FOTO: Maria Eugênia
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  • Entulho | FOTO: Pablo Bernardo
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  • Entulho | FOTO: Pablo Bernardo
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  • Mostra Sola de Dança | FOTO: Pablo Bernardo
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  • Mostra Sola de Dança | FOTO: Pablo Bernardo
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Espetáculos de dança de bailarinos de Minas Gerais são apresentados pelo primeira vez no Recife 

O projeto Espetáculos em Sala, do Espaço Experimental, traz ao Recife, pela primeira vez, três espetáculos da Rede Sola de Dança, de Minas Gerais. As apresentações seguem até este domingo (01/10), sempre às 20h, na sede do Experimental, que fica na Rua Tomazina, 199, Recife Antigo.

Por noite, serão três solos de dança contemporânea, sempre na sequência dos espetáculos “Entulho. Fica. Vai. Impregnado. Urgências. Deixar. Fica. Acumular. Passar. Fica. Fardos. Cai. Volta. Empilha. Vai. Fica”, de Duna Dias, “A sede do peixe – secAR”, de Ítalo Augusto, e “Proteína desnaturada”, de Lucas Medeiros.

Cada obra carrega uma particularidade e os temas abordam de questões ambientais, políticas e históricas à contemporaneidade dos sentimentos e sensações do ser temporal. Os ingressos custam R$30 (inteira) e R$15 (meia entrada), podendo ser adquiridos uma hora antes de cada dia de apresentação, no local. A duração total das apresentações é de 70 min e a censura de 16 anos.

Espetáculos em Sala, que teve início em agosto com Zambo, do anfitrião da casa, Grupo Experimental, segue nos próximos meses respectivamente com as obras Leve, do Coletivo Lugar Comum (PE); Erranças, de Gabriela Santana (PE); Enchente, de Flávia Pinheiro (PE); e Mandala, da Cia. Nós em Dança (PE). Mais informações:  (81) 3224.1482 e 98812.1036.

SINOPSES

Entulho. Fica. Vai. Impregnado. Deixar. Fica. Acumular. Passar. Fica. Fardos. Cai. Volta. Empilha. Vai. Fica. questiona os acúmulos da vida, do passar dos anos, os entulhos empilhados em nosso corpo, o que fica em nós e o que deixamos. O corpo em cena carrega consigo o peso e a leveza dos dias. Discute o que está por vir, o que insiste em ficar e as memórias inventadas. Um corpo em queda, que levita. A pesquisa deste trabalho está relacionada com as urgências da contemporaneidade, nossas ansiedades e necessidade de acumular atreladas ao abandono das memórias e do tempo dilatado. É um questionamento sobre o que escolhemos, o que perdemos e o que não conseguimos retomar. As pedras presas ao corpo, sua queda e tentativa de retorno ao corpo dialogam com essas questões e possibilita uma relação com o movimento, a memória, o desprendimento e o permanecer.

A sede do peixe-secAR usa elementos da dança contemporânea variantes sobre o corpo sempre a se debater, sugerindo a imagem de um peixe fora da água, entre lama, areia ou detritos, completamente afogado. Este carrega o inegável vínculo entre arte e política, uma vez que a obra foi pensada como meio de chamar a atenção ao que atualmente se convencionou como “crise hídrica”, com ameaça constante de falta de água pelo caos instaurado.

Proteína desnaturada parte do desejo de inserir “coisas” para dentro e fora da boca, como forma de reflexão sobre a atual situação política do país e da necessidade constante de fazer arte. É um ato (in)útil de tentar resgatar a história de perde’dores.




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Maíra Passos

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