Transbordando arte e igualdade
  • Curadores | FOTO: Rayanne Morais
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  • Edson Vogue | FOTO: Paulo Paiva
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  • Cárcere | FOTO: Tially Lima
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Mostras de dança, teatral e performances fazem parte da programação do Festival Transborda de Cultura sem Gênero, que acontece até 21/04, no Recife

Gerar conexão, integração, acolhimento e empoderamento de projetos culturais que discutem gênero e suas diversidades, sexualidades, protagonismo feminino e transcidadania. Esse é o objetivo do Festival Transborda de Cultura sem Gênero, que chega ao Recife pala segunda vez até o próximo dia 21, em diversos teatros e pontos culturais da cidade.

O festival é idealizado por Rhommel Bezerra, Diretor do Grupo Itinerante de Teatro da Cidade do Rio de Janeiro, envolvido desde 2010 em projetos que abordam a diversidade e inclusão social. A primeira edição do Transborda aconteceu em 2016, na capital paulista, e concorreu ao prêmio de melhor festival LGBTQ+ do Guia Gay São Paulo.

Este ano, o projeto conta com uma programação multilinguagem, que inclui mostra teatral, mostra de dança, shows musicais, performances, mesas de diálogo, oficinas, exposição de artes integradas e festas. São 22 artistas e grupos brasileiros convidados. As apresentações de dança começam nesta terça-feira (03/04) com Cárcere, do Grupo Corpore de Dança, de Pernambuco.

O espetáculo é uma criação gerada por um longo processo de descobertas, estudos, construções e desconstruções. Alicerçado por uma intensa e múltipla pesquisa de construção do corpo expressivo, da técnica contemporânea, do movimento e da cena, esse trabalho vem recolocar o Grupo no cenário artístico com um espetáculo intenso e reflexivo.

O festival conta também com performances que dialogam com dança. Quem abre essa modalidade é Água Dura, de Marcela Aragão e Rebeca Gondim, de Pernambuco. Oficina de Vogue e de Stiletto também entram na programação, com Edson Vogue e Sophia William, respectivamente. A curadoria desta edição é assinada pelas atrizes Aurora Jamelo e Sophia William, que fazem parte do DIG d’Improvizzo Gang, além de Marcionilo Pedrosa e do próprio idealizador, Rhommel Bezerra – ambos integrantes do Grupo Itinerante.

“O Transborda é um ato político, de resistência artística. Quando recebi o convite para fazer parte da equipe, preocupei-me em dar voz para artistas que não têm espaço. O festival carrega uma bandeira que celebra o orgulho que cada um deve sentir da sua identidade”, afirma Marcionilo. A proposta do grupo é de uma programação diversificada, com intercâmbio de artistas e aprofundamento em uma ampla perspectiva da temática do Festival.

“Como curadora artística, pensar nas pessoas que vão integrar a luta do projeto é ter voz para dar voz a quem eu sei que também quer falar. Transbordar é ir além da borda, causar esse furdunço que as pessoas precisam saber que existe”, diz Aurora. A segunda edição do Festival Transborda de Cultura sem Gênero é um projeto do Grupo Itinerante de Teatro, da Fora da Chuva Produções Culturais e da Proa Marketing Cultural e Projetos, com apoio do Governo de Pernambuco, através da Fundarpe, e do Portomídia.

Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia), tendo também apresentações e atividades com entrada franca. O Festival também vai disponibilizar a meia entrada social, com doação de 1kg de alimento não perecível. Todas as doações serão destinadas ao GTP+ (Grupo de Trabalhos em Prevenção PositHIVo), que desde 2002 realiza ações voltadas à população de profissionais do sexo, buscando fortalecer a auto estima, cidadania, empoderamento e postura de protagonismo social.

Transexuais têm acesso livre a toda programação, mediante a capacidade de lotação dos espaços.  Mais informações: (81) 99548.9458. Abaixo, confira a programação de dança. Detalhes sobre outras apresentações na página do evento no Facebook.

PROGRAMAÇÃO DE DANÇA 

Terça-feira, 03 de abril
18h | Teatro do Arraial Ariano Suassuna

Cárcere (Grupo Corpore de Dança | PE)
Inteira R$ 30 e meia R$ 15
Duração: 60min | Classificação: 12 anos
Sobre: Cárcere é uma criação gerada por um longo processo de descobertas, estudos, construções e desconstruções. Alicerçado por uma intensa e múltipla pesquisa de construção do corpo expressivo, da técnica contemporânea, do movimento e da cena, esse trabalho vem recolocar o grupo no cenário artístico com um espetáculo intenso e reflexivo. Essa trajetória começa em 2014, ano em que o país falou sobre os 50 anos do golpe civil militar. Parte daí uma inquietação do grupo e surge o desejo de falar sobre. Sendo assunto de interesse geral, nos debruçamos sobre esta realidade a fim de conhecê-la um pouco melhor e encontrar referências que nos motivassem a traduzir em dança, em corpo e movimento aspectos, para nós, relevantes deste contexto que, guardadas as devidas proporções, consideramos bem atual.

Quinta-feira, 12 de abril
19h | Galeria Joana D’arc
Entrada franca
Performances:

Água Dura (Marcela Aragão e Rebeca Gondim | PE)
Duração: 20min | Classificação: Livre
Sobre: Água Dura é um programa performativo que tem como ação básica bater/lavar roupas
contra o solo, ecoando revoltas.

Como é que foi? (Edson Vogue | PE)

Segunda-feira, 16 de abril
13h | Casa da Cultura
Oficina de Vogue
Com: Edson Vogue
Entrada franca

Terça-feira, 17/04
13h, Casa da Cultura
Oficina de Stiletto
Com: Sophia William
Entrada franca

Quarta-feira, 18 de abril
14h | Design Center –  Portomídia
Performance de abertura: Terezinha (Rebeca Gondim |PE)
Entrada franca

Sábado, 21 de abril
17h | Torre Malakof
Performance: Jorge Kildere (PE)
Entrada franca




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Sobre o autor
Fabiana Constantino

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