Zouk faz a festa nos salões
  • Demetrius Gonçalves ao lado de suas parceiras Isabel Eyre e Emilayne Gomes
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Com movimentos semelhante ao da lambada, o ritmo latino é a nova a sensação nas escolas de danças e bailes de Pernambuco

Maíra Passos

Carregando no seu nome o significado de festa, o zouk diverte os salões do mundo. Com origem caribenha, começou a ser difundido em Pernambuco recentemente, mas já virou febre e conquista novos seguidores todos os dias nas escolas e bailes de dança de salão. Marcado em quatro tempos, onde o quarto é “suspenso”, o estilo traz movimentos semelhantes ao da lambada, como as jogadas de cabeça e cambrés acentuados.

Ele possui várias vertentes, entre as principais: zouk flow, predominando os deslizamentos, soul zouk, onde prevalece o trabalho do corpo, ao invés da marcação, o zouk love, mais marcado,  neo zouk, que tem uma pegada do hip hop e com movimentos circulares, e lamba zouk, o mais frenético.

E os pernambucanos, claro, abrem espaço para todas essas variações. As performances, eles mostram em eventos espalhados pelo estado, como a Parada Zouk, que existe desde 2008, no Recife. O idealizador é o professor de dança de salão Roberto Cristiano, revelando que teve a ideia de realizar uma balada especialmente para o ritmo porque queria trazer algo novo para a cidade. “Como tem uma pegada e batida parecida com os nossos ritmos, caiu no gosto rápido do público local”.

O evento acontece mensalmente, além de edições especiais que incluem workshops e palestras com profissionais de outras partes do Brasil. Para a professora e bailarina Cinthia Marcelle, esposa de Roberto e sua parceira nos salões, a principal característica do estilo que chamou sua atenção foi a liberdade criativa e musicalidade. “O zouk empolga também porque expressa a paixão de uma forma muito forte e suave ao mesmo tempo”.

Já o bailarino e coreógrafo Demetrius Gonçalves, pós-graduado em Dança pela Gama Filho (RJ), diz que a sensualidade, mas longe de ser vulgar, e a evolução artística do estilo foram peculiaridades que mais impressionou quando conheceu o zouk. “Dançava na escola de Jaime Aroxa, onde tinha, além do salão, base de outras danças, como o clássico e contemporâneo. Mas quis buscar algo novo para difundir no estado e encontrei o zouk”.

Assim, começou a se especializar e pesquisar mais sobre o estilo em 2006, quando se inscreveu no Congresso de Zouk em Brasília e o convidaram para ministrar um workshop. Hoje, Demetrius, que desenvolveu técnicas exclusivas dessa dança, já levou seu estilo para 16 países. No Recife, dá aulas de dança de salão semanalmente.

O professor Irlan Gomes, de 20 anos, é outro zoukeiro convicto, representando os jovens talentos do salão em PE. “Comecei a dançar há 6 anos, com o forró. Mas quando vi um casal dançando zouk, fiquei apaixonado pelo estilo na hora e quis logo apreender”. Assim, em 2010, começou a estudar e participou de congressos na área, já ministrando, no mesmo ano, workshop em Porto Seguro. De lá para cá, já dá aulas regulares do ritmo, na Escola Baillar, e realiza workshops itinerantes, explicando que o zouk não é difícil, mas tem que “merecer para dançar”.

O estudante de Educação Física Daniel Sena, de 23 anos, é outro que escolheu o ritmo para se especializar, voltando de recente curso com o atual campeão mundial de zouk, Ricardo Espeschit, em Belo Horizonte. “Passei seis meses num dos maiores polos do estilo, onde aprendi técnicas inéditas para dançar e ensinar. Isso porque quero seguir também a carreira de professor”.

A estudante e dançarina Isabela Melo, de 16 anos, é a mais nova da turma, que começou a dançar aos 10 anos e aos 12 já havia se apaixonado pelo zouk, pois “envolve o casal de uma forma encantadora”, justifica.  E esses jovens fazem a festa na demonstração exclusiva para o Na Ponta do PÉ. Confira o vídeo do trio!

 

+ Veja também a peformance de Demetrius Gonçalves numa apresentação conceitual com o zouk




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1 Comentários

Priscila Rodrigues

2012-09-23 23:42:34 Responder

Ferassss!!!

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