Conheça a história do frevo, sua dança e vertentes
  • Passista de frevo | FOTO: Bruno Campos
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  • Concurso de Passista 2018 | FOTO: Bruno Campos
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  • Sombrinha de frevo | FOTO: Bruno Campos
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Ritmo pernambucano e patrimônio cultural, o frevo tem uma história cheia de significados e carrega características marcantes na sua dança

Em Pernambuco, o frevo é comemorado sempre em 09 de fevereiro, no “Dia Estadual do Frevo”. Um das mais expressivas manifestações culturais do Brasil (e do mundo!), que surgiu no nosso estado, tem um dia em sua homenagem também a nível nacional: 14 de setembro, marcado como “Dia Nacional do Frevo”. E como a gente tem “mais que tá nessa, fazendo mesura Na Ponta do PÉ“… vem ver (e entender) como é! 🎊☂️

Detentor de dois títulos de reconhecimento como patrimônio cultural (Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, reconhecido pelo Iphan em 2007; e Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, título concedido pela Unesco em 2012), o frevo é marcado pela forte relação entre música e dança, somada a energia contagiante que agrega multidões.

Durante sua trajetória, o frevo mostra elementos que somados constroem o ritmo e dança que conhecemos hoje. “Conhecer o frevo é em grande medida entender a história das classes populares e de trabalhadores urbanos do Recife e de Olinda”, explica o assistente de pesquisa e historiador no museu Paço do Frevo Luiz Henrique Santos.

“As práticas sociais, símbolos e representações dos grupos de frevo, orquestras e passistas nos contam parte da história dessas cidades. Suas articulações com os bairros centrais e periféricos, as negociações com os agentes políticos e administrativos, a capacidade de reunir pessoas com interesses em comum, tecendo uma grande rede de sociabilidade”, completa.

Como surgiu o frevo? 

O processo de criação do frevo tem início na cidade do Recife nas décadas finais do século 19 e segue até as primeiras décadas do século 20. No início dos anos 1990, foi evidenciado o primeiro registro impresso da palavra “Frêvo”, citado no Jornal Pequeno do Recife de 09 de Fevereiro de 1907, no qual divulgava o repertório de marchas que foram executadas durante o ensaio do Clube Empalhadores do Feitosa.

“No entanto, em 2015 encontrei um registro impresso ainda mais antigo – com pouco mais de um ano de diferença – em publicação do Diario de Pernambuco, de 11 de janeiro de 1906, que trazia a seguinte informação: ‘– A Troça carnavalesca mixta Tome Farofa realiza hoje, na rua dos Ossos, às 7 horas da noite ensaio de cantorias, sendo executadas as seguintes marchas: O frêvo, Um nickel para bicula, O adubo da farofa.’ Mais uma vez o vocábulo ‘frêvo’ reaparece em um contexto semelhante ao registrado em 1907, mas como título de uma das marchas que animariam o ensaio de outra agremiação: a Troça Carnavalesca Mixta Tome Farofa”, conta Luiz Henrique.

Segundo a historiadora Rita de Cássia Barbosa, pesquisadora do Centro de Documentação e de Estudos da História Brasileira – Cehibra, da Fundação Joaquim Nabuco, o frevo nasce em um contexto histórico no qual Pernambuco e, especialmente, o Recife vivia um processo de modernização via industrialização e urbanização. Além disso, dois importantes acontecimentos históricos ocorridos no Oitocentos, a Abolição da Escravidão (1888) e a Proclamação da República (1889), contribuíram para as mudanças sociais, políticas, econômicas e sociais que vinham ocorrendo no período e que também concorreram para o processo de criação sócio-cultural do frevo.

“Destaco o surgimento de uma classe trabalhadora urbana no Recife: operários das fábricas e da construção civil; urbanitários, que vinham a ser os trabalhadores das grandes companhias de serviços de telefonia, eletricidade e transportes ferroviários e urbanos; caixeiros, como eram conhecidas as pessoas que trabalhavam no comércio; artistas e oficiais mecânicos; feirantes; dentre outros”, aponta a historiadora.

Essa classe trabalhadora urbana, formada na maioria por gente negra e mestiça, não apenas trazia na memória e atualizava tradições culturais próprias, práticas e costumes antigos que se modificavam na inter-relação com o real vivido, como encontraram formas novas de se organizar política e socialmente, a exemplo dos clubes carnavalescos pedestres; e de se expressar culturalmente, como o fizeram ao inventar o frevo.

O frevo nasce de um processo cultural dinâmico e espontâneo, associado a diversas mudanças econômicas, sociais e políticas, tendo como protagonistas as camadas populares urbanas.

E de acordo com Luiz Henrique, é importante pensarmos que os processos de surgimento e consolidação de qualquer manifestação cultural ocorre de modo gradual, agregando e ressignificando diversas referências de outras culturas. Neste sentido, as datas atribuídas ao surgimento do frevo servem como marcos de referência para celebrar sua trajetória na formação da cultura brasileira. Mas de fato, há mais de 100 anos o frevo está em constante processo de mudança, arrastando multidões e fazendo corações pulsarem de alegria.

A capoeira como influenciadora do frevo como passo de dança 

Na década de 1940, Valdemar de Oliveira, pernambucano, médico, escritor, teatrólogo, músico e estudioso do carnaval, estabeleceu uma distinção. Segundo esse estudioso, frevo, seria a música; e passo, seria a dança associada a esse gênero musical. Enquanto gênero musical, em sua formação primeira, original, o frevo sofreu influência de diversos ritmos: da modinha, da quadrilha, do dobrado, da polca, do maxixe, da valsa e do tango. Já enquanto passo, é consenso entre historiadores, pesquisadores e passistas que o gingado da capoeira foi uma grande influenciadora.

Entre o final do século 19 e início do século 20, os capoeiristas acompanhavam clubes e troças, muitas vezes protegendo as orquestras, outras vezes atacando agremiações rivais. O poeta, ator, teatrólogo e pintor, Solano Trindade, em artigo intitulado “O Frêvo e a coreografia brasileira”, publicado no jornal Diário da Manhã de 17 de maio de 1950, dizia que as agremiações carnavalescas eram compostas pelos gazeteiros “célebres pelas façanhas na capoeiragem pernambucana: Toureiros contra Vassourinhas, Toureiros contra Lenhadores, Toureiros contra Pás Douradas”.

A  capoeira é reconhecida como uma das principais influências para o frevo, sobretudo no que diz respeito à construção dos movimentos do passo. Capoeira e frevo são artes irmãs, unidas pelo corpo, força e energia da cultura negra.

“Ao longo do século 20, muitos conflitos e agressões físicas cessaram. No entanto, ao vermos um passista em ação, podemos perceber fundamentos que também estão presentes na arte da capoeira: a destreza e força na construção dos movimentos, a preparação física, a ginga, a roda que se forma para dançar e dar visibilidade a quem dança, a versatilidade no modo como o corpo elabora um malandro, um saci, uma tesoura, um rojão, e até mesmo um parafuso de cabo de serrote”, ressalta o historiador Luiz Henrique.

Características do frevo (na dança) 

Algumas das características do frevo se mantêm até hoje, já outras foram recriadas. Continuam ativas as referências como manifestação cultural urbana: as agremiações carnavalescas e orquestras, que desfilam nas ruas de Recife e Olinda; os passistas que fazem o passo nas ruas, calçadas, ladeiras e pontes; a música frenética e pulsante que não deixa ninguém parado; e as representações simbólicas, presentes nas indumentárias, símbolos das agremiações, quadros e poesias das músicas.

O frevo está em constante processo de criação, recriação e assimilação. Neste contexto, é comum que surjam novos sentidos ou vertentes no amplo universo cultural que ele envolve.

“No que diz respeito a dança, houve a mudança na forma como os passistas se vestem. Da indumentária comum dos trabalhadores urbanos do Recife, com roupas longas, sem padrão definido, para roupas mais leves, coloridas e que reforçam as cores da bandeira de Pernambuco. Os concursos de passo, antes feitos em palanques na pracinha do Diário e hoje produzidos em palco no Pátio de São Pedro”, aponta Luiz Henrique.

Para coordenadora de dança do museu Paço do Frevo, Daniela Santos, algumas palavras definem as características do frevo. “A inventividade, coletividade, junção, destreza e capacidade, habilidade física, motora, psíquica, energética, organização corporal, individualidade, luta, resiliência, resistência, altruísmo, motivação, ginga, mola, torção, passos, espirais, improviso, conflito, relação, negritude, participação das mulheres, criação, arte, cultura, anonimato, condição inferior, invisibilidade de gênero, individualismo, egoísmo, racismo, repetição, fixação, rivalidade, embraquecimento… uma sequência de palavras que podem pertencer a aspectos e características dessa dança, conforme o contexto, época e olhar”.

A sombrinha do frevo

A historiadora Rita de Cássia conta que nos primeiros registros iconográficos referentes ao frevo, principalmente nas fotografias, desenhos e pinturas que se multiplicam sobretudo a partir da década de 1930 e 1940, aparecem alguns foliões nas ruas, seguindo a orquestra de algum clube ou troça de frevo, fazendo o passo, portanto um guarda-chuva ou uma sombrinha. Geralmente, um guarda-chuva bem surrado, com algumas hastes de fora.

“Com algum ‘esforço de interpretação’, podemos pensar que o guarda-chuva era um objeto que compunha a indumentária cotidiana dos membros das elites urbanas na segunda metade do século 20, constituindo mesmo em uma insígnia de classe, junto com a cartola, o relógio de bolso e outros. Por imitação ou desejo de identificação com essa classe, pessoas das camadas populares também passaram a portar um guarda-chuva ou um chapéu-de-sol no seu dia a dia”.

“Sendo plausível pensar que, estando um sujeito na rua, lá para as bandas do bairro de São José ou Santo Antônio, ao ouvir uma fanfarra de frevo, saía correndo e se juntava ao grupo, caindo na folia e fazendo o passo. É importante trazer à cena da rua, fosse no cotidiano ou mais ainda em dias de festa, a questão da violência física e verbal, das intrigas e rixas que surgiam entre os foliões ou entre os clubes e troças rivais”, segundo a historiadora.

Do guarda-chuva preto, as vezes até quebrado, aos poucos os passistas começaram a usar sombrinhas infantis, aumentando o repertório e plasticidade de passos.

“O guarda-chuva ou o chapéu-de-sol podiam, a qualquer hora, transfigurar-se em uma arma de defesa ou de ataque. Em alguma data que agora não saberia precisar, mas que se situa entre o final da década de 1950 e início de 1960, o guarda-chuva ou o chapéu-de-sol perde essa característica mais espontânea das ruas, e passa a figurar como um elemento que integra o repertório visual do frevo, especialmente, do passista”.

Já o historiador Luiz Henrique cita que, segundo o pesquisador, dramaturgo, músico e médico Valdemar de Oliveira, no início do século 20, os brabos, valentões e capoeiras circulavam pela cidade munidos de cassetetes ou bengalas que serviam para atacar ou defender-se no momento de algum conflito. Com as sistemáticas repressões do poder público direcionadas sobretudo aos capoeiristas, muitos desses instrumentos eram apreendidos.

Visando burlar a estratégia repressiva do governo vigente, os capoeiristas passaram a usar com mais frequência os guarda-chuvas, enganando a polícia e quando necessário utilizando o objeto como arma de defesa e ataque.

Outra referência é citada por Solano Trindade, que indicou que o chapéu de sol surgiu nas troças carnavalescas. Estas saiam nos carnavais nos turnos da manhã ou da tarde, e os guarda-chuvas ajudavam os passistas a protegerem-se do sol.

“Com o passar do tempo,aquele instrumento foi incorporado ao repertório de passos. Egídio Bezerra, reconhecido como o Rei do Passo entre as décadas de 1950 e 1970, dançava com sombrinhas de crianças. Nascimento do Passo foi outro importante mestre que contribuiu para a difusão da sombrinha. E nos anos 1980 os espetáculos do Balé Popular do Recife reforçaram a imagem da sombrinha como símbolo representativo do frevo”, conta Luiz Henrique.

O frevo como dança e suas vertentes

Com relação à música, o frevo é dividido em três modalidades: frevo de rua, frevo-canção e frevo de bloco. Já no que se refere aos passos, existem diferentes formas de dançar e, segundo estimativas, cerca 200 de passos catalogados, entre eles os mais conhecidos como tesoura, chutando de frente, vai que vai mas não vai, entre outros.

De acordo com o bailarino e coreógrafo Otávio Bastos, criador o canal de youtube Mexe com Tudo, que divulga o frevo, “a dança do frevo da forma como ela se manifesta na rua, acontece tanto de forma solista, como também com grupos de passistas. Há os passistas mais acrobáticos, que a gente chama de ginasta do passo e há estilo cinquentão, que trabalha muito em cima da ‘munganga’”.

Sobre as modalidades e diferentes formas de dançar o frevo, Daniela Santos explica que o mesmo movimento pode ser executado de diferentes formas, mesmo em uma mesma aula, e podemos ver isso na rua no contexto livre do folião. As características individuais foram motivadas pelo Mestre Nascimento do Passo, e pela capoeira, assim como o jogo corporal do improviso na roda.

Se você escolher três passos e começar a repetir em uma sequência de movimentos, poderá descobrir transições entre os passos, pode colocar mais ou menos peso, encontrar mais ou menos impulso, isso tudo são conhecimentos que surgem como etapas do desenvolvimento de quem dança.

“Se eu danço um ritmo, escuto uma música, meu corpo vai expressar uma forma de dançar. Além disso, existe uma parcela da sociedade oriunda das camadas mais pobres e subversivas da sociedade recifense, como registrado por Valéria Vicente, no ‘fazer o passo’, que buscava realizar algo de extrema destreza, era algo direcionado para rua, e surge das chamadas ‘classes marginais’”, diz Daniela.

Isso vai estar registrado no Frevo de Rua. No Frevo Canção e no de Bloco, o pulso binário é o mesmo, o que difere é que um é instrumental o outro possui letra e o andamento do frevo de bloco é mais lento, tendo uma dança voltada para Evolução. O frevo de bloco dança possui algumas características próximas, mas de outra forma, mais simbólica.

“Pois a mistura social (entre diferentes camadas da população) está presente, a luta existe, mas em negociação, existe nessa negociação um ‘entre’, uma evolução sutil de movimentos. Existe um cortejar, uma leveza, e um convite a graciosidade, vai remeter aos clubes, ao carnaval europeu, uma aproximação das corporalidades da elite. Braços abertos, rodopios pelo corpo, um bailado”, comenta a coordenadora de dança do Paço do Frevo.

Mestre Nascimento do Passo

Quando se fala em passos, Francisco do Nascimento Filho, o Nascimento do Passo, é apontado como um dos maiores mestres do frevo. Durante 50 anos,  construiu um importante legado para o frevo, contribuindo expressivamente no processo de sistematização do ensino do passo e no reconhecimento do frevo como manifestação cultural, que pode ser vivenciada a qualquer tempo e em qualquer lugar, procurando quebrar os paradigmas de que o frevo está inteiramente ligado à sazonalidade carnavalesca.

Para Daniela Santos, “Nascimento do Passo honrou ao falar dos anteriores e soube construir um trabalho sistematizado, atento aos registros, coisa rara para sua época. Catalogou, organizou e dedicou sua vida ao frevo. Isso é um mérito. Uma pessoa direcionada a criação de novos espaços, buscou difundir o frevo dança, deu projeção. Temos uma geração de pessoas atuantes na área que foram alunas e alunos dele”.

Otávio Bastos foi um desses alunos de Nascimento. “Perto da minha casa tinha uma aula de frevo dada por Nascimento do Passo, que foi meu mestre. Ele é um grande ícone da dança do frevo, foi de tamanha importância. A gente não sabe dizer exatamente quantos passos ele inventou porque não pensamos muito em passo enquanto propriedade”.

“A importância de Nascimento é que ele catalogou os passos do frevo, ele criou uma sequência básica, que são os 40 movimentos com o qual ele dava aula. Nascimento pegou uma dança que acontecia na rua, que fazia parte dele, e conseguiu sistematizar”, conta Otávio.

Apesar da sistematização e das centenas de passos catalogados, o frevo permite o uso da criatividade pelo passista. Segundo, Daniela Santos, a pesquisadora Maria Goretti, em livro, aponta elementos que podem ajudar no contexto da criatividade, pois segundo a autora, uma das características mais importantes do fenômeno improvisatório é a fusão da criação com a execução acontecendo em tempo real.

“Como dançarina, o que eu sinto, é que o frevo permite em sua execução um estado de presença no corpo, assim como outras danças, mas a espontaneidade que acontece na rua, fruto de um contato relacional direto, entre a sensação de estar dançando (experiência de sentir), ser visto (experiência de estar em relação com outras pessoas) e poder brincar (experiência da criação), isso pode ser muito potente”, descreve.

O frevo na atualidade

Conquistas recentes foram alcançadas pelo frevo, como o reconhecimento da UNESCO em 2012, que incluiu o Frevo na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade e a inauguração de um museu dedicado à sua valorização, o Paço do Frevo, em 2014. O museu localizado no Recife Antigo é responsável por planejar, coordenar, executar e acompanhar atividades que promovam produção, formação, difusão e fruição dos bens culturais, conteúdos, informações, notícias e conhecimentos relacionados à Dança do Frevo.

Esses marcos vêm provocando a atenção do mundo para força expressiva do frevo. Sobre o momento atual, o pesquisador Luiz Henrique atesta: “Só para entendermos um pouco da dimensão em que estamos envolvidos: em 2014 a Spokfrevo Orquestra fez apresentações num dos maiores espaços do Jazz dos Estados Unidos, o Lincoln Center”.

“No ano seguinte, em março de 2015, Wynton Marsalis diretor musical e trompetista do Lincoln Center esteve no Paço do Frevo falando da importância deste gênero musical para o mundo. O passista Otávio Bastos vem realizando cursos, workshops e residências em vários países como Estados Unidos, Finlândia e China. Além de circular o país procurando dialogar os passos do frevo com outras danças, a exemplo do passinho no Rio de Janeiro”.

Em 2016, recebemos no Paço do Frevo pesquisadores da Itália, Portugal e Japão que estão se dedicando a aprofundar os estudos sobre a dança e música; e em 2017 foi realizado o 1º Concurso Europeu de Passistas de Frevo, organizado pela Escola Brasil da Suíça e Grupo Alto Astral de Lisboa. Esses exemplos evidenciam que não existe uma crise na renovação musical ou do passo. Falta sim uma cadeia de divulgação séria, que valorize e respeite o gênero frevo como expressão brasileira, expressão do mundo”, finaliza o historiador.

A importância do frevo na sua dimensão cultural, pela densidade de memórias, pelos símbolos, valores e significados que evocam e atualizam anualmente e pela emoção que irradia não arrefecem mesmo depois de mais de 100 anos de história. O frevo como música e dança faz ferver as ruas de Pernambuco no carnaval e, para além da Folia de Momo, continua inspirando novos bailarinos encantados por essa dança popular tão significativa. Pelo frevo o ano inteiro! Evoé! 

LEIA TAMBÉM:

Onde dança frevo no Recife? 

Texto: Fabiana Almeida
Edição: Maíra Passos

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Fabiana Almeida

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