Cena CumpliCidades realiza sua nova edição com programação focada na dança
  • Black Nina | FOTO: Rickson Riccelli
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  • Devórate | FOTO: Anjana Guerras
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  • Bolero | FOTO: Gustavo Ramos
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  • UM | FOTO: João Tavares Kawasaki
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  • Grupo Três em Cena | FOTO: Mário Miranda
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  • Devórate | FOTO: Anjana Guerras
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O festival começa nesta sexta (11/10) e segue até o próximo dia 23. Serão apresentados 20 espetáculos em palcos do Recife e Olinda

Em sua nona edição, o Festival Cena CumpliCidades tem programação dedicado às artes cênicas com foco em trabalhos de dança. Este ano, Recife e Olinda recebem espetáculos prestigiados e de performances inéditas de bailarinos renomados. O evento começa nesta sexta-feira (11) e segue até o dia 23, com oito dias de apresentações e 20 espetáculos, contando com a participação de artistas nacionais e internacionais.

Há programação nos teatros Santa Isabel, Hermilo e Apolo, no Recife. O Alto da Sé e o Pátio da Igreja do Carmo, ambos na cidade alta de Olinda, também recebem espetáculos, com apresentações abertas e livres para todo o público. As performances acontecem sempre no período da noite nos teatros e a tarde nos espaços livres. Há mais de uma opção em diferentes palcos da cidade.

Além dos espetáculos convidados, o Cena fez esse ano uma seletiva de cinco espetáculos solos de alunos do curso de dança da Universidade Federal de Pernambuco. Em comunhão com a faculdade desde a última edição, o Cena Universidade dessa vez dá oportunidade a bailarinos ainda estudantes a se apresentarem pela primeira vez em um palco oficial.

“Procuramos trazer espetáculos que destacam a identidade do bailarino em cena. Como se diz em nosso meio, aqueles trabalhos que trazem a impressão digital do artista. Por isso, a presença de solos está vindo forte esse ano. Em toda programação, procuramos que a unidade fosse a motivação do bailarino em passar uma mensagem autoral ao público”, conta o coordenador e curador do Cena CumpliCidades, Arnaldo Siqueira.

As apresentações começam no Teatro Santa Isabel nesta sexta (11), às 20h, com o espetáculo KA-F-KA, do francês Mehdi Farajpour. No sábado (12), é a vez do Teatro Hermilo receber, às 19h, o Titiksha, da Nalini Cia de Dança (GO) e o Teatro Apolo será palco, às 20h, de Retrópica, da bailarina Mari Paula.

Domingo (13) tem programação para toda a família, pois a partir das 15h o pátio da Igreja do Carmo (Olinda) recebe Desvios tático-estratégicos para sobreviver à vida urbana, do Grupo Três em Cena (GO). Às 16h30, no Alto da Sé (Olinda), tem Labranza, do Colectivo Lamajara (ESP), e às 19h, no Teatro Santa Isabel (Recife), tem Teia, da Giro 8 Cia de Dança (GO).

Após uma parada, o festival volta na terça (15) com Devórate, da bailarina Mari Paula (ESP), às 19h, no Teatro Hermilo. E no Teatro Apolo, às 20h, com Empaty Floor, da Cia imPerfect Dancers (ITA). A quarta (16) tem: Pulse(s), do dançarino Felipe Lourenço (FRA), no Teatro Hermilo, às 19h; e Epitafios em el Viento, do coreógrafo Baldomero Beltrán (COL), às 20h, no Teatro Apolo. Na quinta (17), o Teatro Hermilo tem programação às 19h, com Pulsados, da bailarina Sandra Acevedo (CHI).

Dia 22 é a vez de voltar aos teatros com apresentações especiais. É que no Teatro Apolo, às 19h, tem Querendo, do bailarino Quasar (RN), e logo após é a vez de ocupar o palco o Cena Universidade Cena Universidade, às 19h30, com a apresentação de cinco espetáculos locais, solos de bailarinos estudantes da UFPE: Por si só, 4 Estágios, Vivências, H e Éthos.

E para fechar, o último dia tem três espetáculos, com direito a dobradinha de bailarino. E que às 19h o Teatro Hermilo é palco de Um, do profissional de dança Mauricio Flórez. Já às 20h é a vez do Apolo conhecer Black Nina, do balé de Campina Grande (PB). Em seguida, Flórez apresenta a montagem Bolero.

Cena CumpliCidades tem patrocínio do Funcultura, Governo de Pernambuco e da Funarte, pelo programa Iberescena, além de contar com a cooperação do Instituto Francês e o Consulado Geral da França para o Nordeste. Os ingressos para as performances no teatro custam R$ 10 (inteira), R$ 5 (meia entrada) e R$ 2 (para estudantes de escolas públicas). Já o Alto da Sé e pátio da Igreja do Carmo tem acesso gratuito.

OFICINAS

O festival promove também oficinas de dança contemporânea com as bailarinas Valeska Gonçalves (GO) e Mari Paula (SP), entre os dias de 14 e 21, que começou antecipadamente no dia sete, além de uma residência artística da Funarte com a participação de Mari Paula (Brasil) e Alexandra Mabes (Chile).

As inscrições são pelo email: inscricoescenacumplicidades@gmail.com. Visando dar continuidade ao trabalho pedagógico das oficinas, o festival vai estender as aulas de dança contemporânea até 12 de dezembro no horário de terças e quintas das 14h30 às 16h.

SERVIÇO

Cena CumpliCidades 2019
Quando: de 11 a 23 de outubro
Teatros: Santa Isabel, Apolo e Hermilo
Ingressos: R$ 10 (inteira), R$ 5 (meia entrada) e R$ 2 (para estudantes de escolas públicas)
Com acesso livre: Alto da Sé e pátio da Igreja do Carmo
Informações: (81) 98691 0054 e 98168 9729

PROGRAMAÇÃO

11/10 – Sexta
Teatro Santa Isabel
20h – KA-F-KA (FRA), Mehdi Farajpour

12/10 – Sábado
Teatro Hermilo
19h – Titiksha (GO), Nalini Cia de Dança
Teatro Apolo
20h – Retrópica (SP), Mari Paula

13/10 – Domingo
Pátio Igreja do Carmo, Olinda
15h30 – Desvios tático-estratégicos para sobreviver à vida urbana (GO), 3 em Cena
Alto da Sé
16h30 – Labranza (ESP), Colectivo Lamajara
Teatro Santa Isabel
19h – Teia (GO), Giro 8

15/10 – Terça
Teatro Hermilo
19h – Dévorate (ESP), Mari Paula
Teatro Apolo
20h – Empty Floor (ITA), imPerfects Dancers

16/10 – Quarta
Teatro Hermilo
19h – Pulses(s) (FRA), Filipe Lourenço
Teatro Apolo
20h- Epitafios en el Viento (COL), Baldomero Beltrán

17/10 – Quinta
Teatro Hermilo
19h – Pulsados (CHI), Sandra Acevedo

22/10 – Terça
Teatro Apolo
19h – Querendo (RN), Entre Nós Coletivo de Criação
19h30 Cena Universidade – Por Si só/ 4 estágios/ H/ Vivências/ Éthos

23/10 – Quarta
Teatro Hermilo
19h – Um (COL), Mauricio Flórez
20h – Black Nina (PB), Balé Cidade de Campina Grande
21h – Bolero (COL), Mauricio Flórez

SINOPSES

KA-F-KA (FRA), com o francês Mehdi Farajpour. Primeira vez no Brasil, o espetáculo tem projeções no chão e o público vai assistir nos camarotes do teatro. KA-F-KA é o trabalho mais autobiográfico de Mehdi Farajpour em termos de estética, movimento, ritmo e imagens e é baseado no livro Metamorfose.

Titiksha, do Nalini Cia de Dança (GO), é um conceito milenar da Índia que significa resiliência. No solo de Valeska Gonçalves, uma tentativa de personificar este conceito, vislumbrando uma espécie de guerreira mística em movimento , que seria a origem do desejo de manter a própria essência, seja de uma planta, animal, pessoa, tradição.

Retrópica (BRA/ESP), com a bailarina Mari Paula, é uma performance de dança antropófaga: samba, bossa nova, taconeo flamenco se misturam e se reinventam em uma dança que rompe com o imaginário que defende a cultura como algo hermético.

Teia, da Giro 8 Cia de Dança (GO), conta 7 bailarinos em cena. O espetáculo busca refletir sobre como as relações humanas se dão frente aos mecanismos de controles sociais nos quais estamos inseridos. Ao tecer uma teia de sinceridade, afetos e movimentos, que acontecem no tempo presente, o espetáculo leva ao palco momentos singulares que variam entre felicidade e aflição.

Desvios tático-estratégicos para sobreviver à vida urbana é a mais recente criação do Grupo Três em Cena (GO). A investigação para a criação foi baseada em estudos do antropólogo Michel de Certeau sobre o espaço urbano e o uso da técnica do breaking. As escadas se tornam o palco em um repertório de movimento urbano, onde corpo se funde ao espaço público através das escadas com deslizamentos, encaixes e um gestual específico.

Labranza, do Colectivo Lamajara (ESP), vem com a preocupação de questionar onde se encontra a essência do movimento, através de um projeto inspirado na tradição do campo. Usando a magia desses agricultores como motor do processo criativo que, através de seus corpos e movimentos, exerce sobre a terra.

Devórate (ESP), Projeto vencedor do Programa Iberescena 2019 (FUNARTE) e apoiada pela Fundação Cultural de Curitiba e Ebanx, Devórate é uma co-produção hispano-brasileira e conta com a direção de movimento da espanhola Rebeca García. Esta peça foi criada para degradar-se em 450 anos sobre a Grande Porção de Lixo do Pacífico, onde o plástico engoliu o futuro.

Empty Floor, companhia imPerfect Dancers (ITA), explora o universo oculto e privado das pessoas que enfrentam a doença de Alzheimer. Com esta montagem, pretende mostrar que, mesmo por trás da dor e constrangimento que a doença possa causar, também podem existir momentos de força e alegria. .

Pulse(s), por Filipe Lourenço (FRA). Treinado desde a infância às danças tradicionais do Magrebe (região Noroeste da África) e à música árabe-andaluza, o multiartista Filipe Lourenço retorna aos seus primeiros amores coreográficos, questionando a própria herança dessas culturas ancestrais, no espetáculo Pulse(s). No palco, atua como bailarino, contador de histórias e músico, revivendo a memória de danças como allawi, tuaregue e argel, muitas vezes reduzidas à sua dimensão folclórica.

Epitafios en el Viento (COL), do bailarino colombiano Baldomero Beltrán. A dança reflete sobre epitáfios, vida, morte em uma performance desse especialista em tendências de dança contemporânea.

Pulsados, por Sandra Acevedo (CHI), em um solo contemporâneo com música ao vivo. Esse espetáculo é uma estreia e é fruto de uma residência artística de um centro cultural de Santiago, NAVE.

Querendo, do coreógrafo Quasar (RN). Sob a ótica e criatividade de Henrique Rodovalho, carimba com seu estilo peculiar e único, várias interrogativas, sempre com humor e movimentação cotidiana, de fácil assimilação, assim como diferentes percepções. Pode ser um jogo, assédio, ou simplesmente, imaginação de cada componente.

Um (COL), um solo de dança inspirado no livro Monstros do filósofo português José Gil, e nas ideias mágicas de transmutação associadas ao uso de máscaras. A peça se debruça sobre o estudo do exagero, a metamorfose e a imagem caricaturesca, para criar uma lógica singular, rica em contradições.

Black Nina, do balé de Campina Grande (PB), vem provando que a produção de dança segue ativa em vários cantos do país. Uma montagem pop em homenagem a ativista, pianista e cantora Nina Simone. O espetáculo mostra bailarinos dançando a força da mulher negra, seja por sua voz suave ou pela melodia encantadora de Nina Simone com as músicas de Sebastian Bach. No palco, quatro homens e uma mulher.

Bolero, por Mauricio Flórez (COL), em uma dança do clássico de Maurice Ravel. O bailarino colombiano apresenta uma composição gestual de 169 compassos. inspirado na coreografia “Arrojo”, do venezuelano Luis Viana, criada como resultado de um estudo e experimentação gestual a partir de imagens e sensações provenientes de interpretações femininas da dança. Uma composição puramente física que mistura o lirismo do movimento com a ausência de uma narração.




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Aline Antunes

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