Espetáculo Na Sala, do Stúdio de Danças, é produzido para o formato virtual
Espetáculo Na Sala, do Stúdio de Danças, é produzido para o formato virtual

A montagem foi apresentada e filmada dentro da própria sala de dança da escola, contando com elenco de 35 bailarinos e produção de 15 profissionais

Já pensou em montar um espetáculo de dança dentro da própria sala de dança? Por conta conta da pandemia, os teatros ficaram fechados por vários meses. Mesmo com a reabertura de alguns, ainda não vale a pena para muitos grupos, escolas e companhias apresentarem seus espetáculos nos teatros.

Mas, para não deixar de apresentar seu tradicional espetáculo de fim de ano, Stúdio de Danças, uma escola de dança daqui do Recife, com 42 anos de atuação, teve a ideia de montá-lo dentro da sua própria sala de aula. Foi uma dança sem plateia e produzida para o formato de vídeo. E para entender mais sobre o processo criativo, Na Ponta do PÉ entrevistou a direção na montagem.

Quem contou os detalhes sobre a produção foi o coreógrafo Luiz Roberto, que assinou a direção artística, e a bailarina Beatriz Gondra, assistente de direção do espetáculo. A ideia era celebrar o ano que passou de uma forma positiva, com dança, apesar dos últimos meses terem sido difíceis. Inicialmente, a montagem seria apresentada no teatro.

“Mas não seria viável, assim, optamos por fazer aqui mesmo. As coreografias foram gravadas com uma turma de cada vez, seguindo os protocolos de segurança, como uso de máscaras”, explicou a bailarina Beatriz Gondra, que falou também sobre os desafios para definir como gravar, encontrar o melhor ângulo e deixar a sala mais parecida com um teatro.

“Para espelhos, colocamos linóleo e tivemos iluminação de palco, feita por Cleison Ramos, do Ateliê da Luz. Já a filmagem ficou por conta de André Ferreira”, disse. Também participando do espetáculo dançando, Beatriz falou sobre a experiência de dançar para as lentes. “Foi desafiador, era preciso repensar os espaços, além de se preocupar com a técnica”.

Isso porque, segundo a bailarina, a dança, em si, já expande muito. “E eu precisava ficar atenta para não ‘sair’ do enquadramento da filmagem. Foi uma experiência nova, mas muito interessante”. Já o coreógrafo Luiz Roberto, contou os detalhes das montagens das coreografias, que foram pensadas para serem apresentadas num palco tradicional.

Porém, com a definição de gravar, ao invés de apresentar no teatro, foram feitas adaptações para não perder os desenhos, como gravar com uma câmera pegando imagens de cima. “Como não tínhamos coxias, tivemos também que organizar as entradas, pensando no estilo de ‘palco aberto'”, explicou Luiz.

O coreógrafo observou que o uso de máscara interfere bastante na apresentação, que que cobre o rosto e parte da interpretação fica perdida. “Mas temos que usar máscaras, no momento. Inclusive, compramos máscaras para combinar com o figurino”, lembrou Luiz sobre as adaptações que a dança precisa fazer para continuar se movendo em tempos de pandemia. O espetáculo completo pode ser acessado clicando aqui.

Este conteúdo faz parte da nossa série sobre “Dança pernambucana durante a pandemia”, produzida com incentivo da Lei Aldir Blanc, através da Secretaria de Cultura do Governo de Pernambuco.




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Maíra Passos

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