Videodança Transiterrifluxório REC explora espaços urbanos do Bairro do Recife
  • Transiterrifluxório REC | FOTO: Divulgação
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A idealização e coreografia é de Cláudio Lacerda (Dança Amorfa), contando com quatro bailarinos no elenco e videografia de Morgana Narjara

O coreógrafo e bailarino Cláudio Lacerda, da Dança Amorfa, estreia a videodança ” Transiterrifluxório REC”, nesta quinta (25), às 20h, no seu canal do Youtube. A produção audiovisual é baseada no espetáculo de dança contemporânea Transiterrifluxório, exibido em 2019, presencialmente, no Recife. Link direto para o vídeo, abaixo:

Assim como o espetáculo, o novo trabalho produzido em vídeo é dirigido pelo coreógrafo, bailarino, pesquisador e professor do Departamento de Artes da UFPE, Cláudio Lacerda, e formado pelos bailarinos Jefferson Figueirêdo, Juliana Siqueira e Stefany Ribeiro. Já a videografia é assinada por Morgana Narjara, que também dirige o roteiro ao lado de Lacerda.

Transiterrifluxório foi concebido a partir da pesquisa “Contraespaço” inspirada na obra da arquiteta iraquiana-britânica, Zaha Hadid, que seguiu os conceitos de imaginação espacial, corporal e de movimento, relacionando transversalmente as áreas da dança, arquitetura, filosofia e artes visuais. Os bailarinos fizeram uma leitura dos trabalhos da arquiteta e se inspiraram nas imagens dos prédios para criar os movimentos da dança.

É um espetáculo que foi pensado para acontecer fora da caixa cênica. Por isso, os módulos de dança habitam ambientes em itinerância, em lugares que comportem situações que promovam uma fricção entre a dança produzida no processo e a responsividade aos espaços. A estrutura é feita em módulos autônomos, o que permite inúmeras possibilidades de ordenamento e habitação em ambientes diversos como museus, centros culturais, casarões e galerias.

“As características e limitações de cada local que percorremos servem de estímulo para a nossa dança, pois permite um diálogo entre os nossos corpos e os espaços nos quais estamos envolvidos. Também tem a questão das sonoridades específicas em cada ambiente que exploramos. Isso é bem desafiador para nós”, conta o coreógrafo Cláudio Lacerda.

Como resultado da dança está o que foi trabalhado no processo que são os olhares internos, a sensibilidade alterada das superfícies, modos de fricção entre os corpos, propostas de habitação nos espaços criados em cena e as possibilidades de relações interpessoais, de afetar e ser afetado, de desestabilizar e de apoiar, de se deixar levar e de manter os pés no chão. O título Transiterrifluxório, como o próprio nome sugere, é uma brincadeira com as palavras trânsito, território e fluxo, deixando-as contaminarem-se entre si e se borrarem.

A VIDEODANÇA

A videodança Transiterrifluxório REC é a adição de mais uma camada à pesquisa “Contraespaço”. A produção permitiu ao grupo explorar locações de espaços abertos no bairro do Recife, que seriam difíceis em um espetáculo regular, o que os possibilitou uma espécie de relação direta com a cidade onde vivem.

O vídeo tem em média 27 minutos, distribuídos em seis módulos que se caracterizam pela passagem nos ambientes. Em um deles, ao fundo, o espectador se depara com a projeção de uma imagem de memória com trechos de uma filmagem feita por Lacerda no MAXXI – Museum of the XXIst Century (Museu do Século XXI), que é um dos prédios projetados por Hadid em Roma – e que foi captada durante o período do doutorado do bailarino, cuja pesquisa originou o espetáculo.

A produção da videodança contou com o incentivo do Edital Criação, Fruição e Difusão – LAB PE, da Secretaria de Cultura de PE, em conformidade com a Lei Aldir Blanc.

FICHA TÉCNICA

Realização, concepção e coreografia: Grupo Cláudio Lacerda/Dança Amorfa
Roteiro: Cláudio Lacerda e Morgana Narjara
Videografia (captação de imagens e edição): Morgana Narjara
Bailarinos: Cláudio Lacerda, Jefferson Figueirêdo, Juliana Siqueira e Stefany Ribeiro
Colaboração criativa: Jefferson Figueirêdo, Juliana Siqueira, Orunmillá Santana e Stefany Ribeiro
Trechos de filmagem no MAXXI – Museum of the XXIst Century, Roma, 2016: Cláudio Lacerda e Rogério Galli (filmagem) e João Maria (edição)
Produção executiva: Clarisse Fraga/Bureau de Cultura
Assistência de produção: Edy Fernandes e Ladjane Rameh
Figurino: Djalma Rabelo e acervo do grupo
Edição de trilha sonora: João Vasconcelos
Assessoria de imprensa: Ana Paula Rocha




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Maíra Passos

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