Dança na rede!
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Bailarino pernambucano criou o Só Bailarinos, projeto que já completa 6 anos e possui cerca de 100 mil participantes nas mídias sociais

Maíra Passos

Como sua nomenclatura já revela, o balé clássico é uma das artes mais antigas. Surgiu há alguns séculos atrás, mas mantém fiéis seguidores apaixonados até os dias contemporâneos. E muitos! Basta acessar as páginas de Só Bailarinos nas redes sociais para ver que muita gente ainda está curtindo. E foi para reunir os amantes da dança clássica, aproveitando o embalo e as possibilidades de interação na era digital, que o bailarino recifense Renato Bezerra idealizou o projeto, lá em 2006, quando o Orkut começou a virar febre.

Acompanhando os novos passos da web, hoje, Só Bailarinos possui perfis e fan page no Facebook, somando cerca de 100 mil participantes. Fazendo parte da chama “geração y”, Renato, de 24 anos, conhece bem a força das redes sociais para ajudar a difundir a dança no mundo. “Nossa proposta é divulgar fotos, especialmente de balé clássico, que é a minha paixão”, conta, lembrando que segue o projeto em parceria com de Angelo Mazaroty e do bailarino Lucas Splint, do Rio de Janeiro.

Nas páginas, informações sobre aulas, bailarinas profissionais e concursos, como YAGP, Prix de Lausanne e Varna Ballet Competition. Assim, a ideia é que os talentos sejam mais reconhecidos, principalmente para bailarinos iniciantes e aspirantes a profissionais. “Lembro que no começo, ainda no Orkut, muitas as pessoas nem sabiam que no nosso país tinha tantas pessoas talentosas e sempre comentavam: ‘nossa, o Brasil é lindo’”, recorda Renato, completando que recebe mensagens de vários estados dizendo que as postagens as incentivam e dão força para elas começarem e continuarem a dançar.

Porém, apesar da maioria das mensagens serem elogiando a arte, o bailarino conta que já recebeu comentários impróprios, como homofóbicos em postagens de homens dançando. “Não aceito preconceito, bloqueio na hora”, pontua. Mas isso não desanima Renato. Pelo contrário, o sucesso do projeto na rede o levou a produzir um documentário com a Cia. Brasileira de Ballet, em processo de montagem, que terá o trailer divulgado no Só Bailarinos, em breve.

Atualmente, Renato concilia sua paixão pela dança com trabalho paralelo. Já passou por escolas, como Studio de Danças, Aria Espaço de Dança e Arte e Espaço Endança. “Infelizmente, não posso me dedicar integralmente ao balé, pois sabemos que não é fácil viver como artista em terras pernambucanas, mas nunca deixo de acreditar em mim e na dança”, conclui. Boa, Renato! Um belo exemplo de quem crê e compartilha os encantos da arte.




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