Pole Dance começa a se popularizar no Recife
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  • Marcela Albino, aluna de Pole Dance | Arquivo pessoal
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Deixando o preconceito de lado, a modalidade surpreende pela força, alinhamentos e movimentos acrobáticos, uma união entre dança e esporte

Sim, o Pole Dance surgiu em boates de strip nos anos 80, na Inglaterra. Mas, hoje, é uma atividade esportiva reconhecida e até com campeonatos mundiais, como o Pole Word Cup. Unindo dança com acrobacias, a modalidade feminina surpreende com movimentos únicos de força e graciosidade. E, apesar de toda regulamentação a evolução técnica ao longo de três décadas, a sensualidade faz parte do estilo.

Por isso, a “dança do poste” ainda é vista com preconceito por quem desconhece sua atual expressão coreográfica. Então, Na Ponta do PÉ visitou um estúdio de Pole Dance no Recife para mostrar todo encantamento que o ele transmite, sem tom de vulgaridade. A professora Jacqueline Colares, a primeira profissional pernambucana capacitada pela Federação Brasileira de Pole Dance, órgão que legitima a prática da atividade no Brasil, é quem conta para o canal como o caráter artístico conquistou as recifenses.

“O Pole Dance ainda não está ‘no auge’, mas acredito que vem atraindo o interesse cada vez mais das mulheres porque elas percebem, após assistirem a aula, que ele não denigre a imagem feminina”. A pouca roupa Jacqueline justifica ser exigência para aderir o corpo na barra (poste) e travar, possibilitando a execução de movimentos de ganchos, quando a pole dancer fica equilibrada no alto.

E são inúmeras as formas de ficar suspendida, inclusive, é a liberdade de criação é a maior caraterística da atividade. “Sou dançarina de salão há quatro anos, minha paixão, mas estava em busca de algo diferente, que eu pudesse executar sozinha. Assim, conheci o Pole Dance e também amo porque a cada dia surgem novidades”, revela.

Os passos são suaves, mas a execução requer treino e dedicação, pois é preciso ter flexibilidade, postura e força, muita força! Por isso, a professora não recomenda a prática sem orientação de um profissional. “Você pode ter uma barra em casa, até para praticar mais. Também não tem contra indicação de idade ou biotípico, mas é necessário conhecer bem o esporte para não se machucar e evitar graves lesões”.

A grande maioria dos exercícios são isométricos, que envolvem contração muscular, tonificando músculo sem hipertrofiá-lo. Entre os outros benefícios, está o aumento da elasticidade corporal, equilíbrio e o alto gasto calórico, além de ser uma atividade de baixo impacto, apesar dos movimentos acrobáticos.

Por possuir características do mundo fitness, a técnica de enfermagem e estudante de odontologia Marcela Albino diz que procurou o Pole Dance porque não gostava de malhar. “Ele é lindo, só fiz unir o útil ao agradável, pois sempre fui fascinada pelos movimentos e tinha vontade de praticá-los. Para mim, é muito melhor que academia”.

O que mais chama a atenção de Marcela é o desafio da gravidade e a força, como segurar o corpo com as pernas. “Tudo isso melhorou bastante minha qualidade de vida. Além do enrijecimento muscular, levanta autoestima e é uma forma perfeita de distração. Amo!”. Porém, apesar da estudante só elogiar a modalidade, revela que o preconceito realmente ainda existe.

Inclusive, nossa reportagem conversou com outra aluna, que preferiu não se identificar, e ela afirmou não ter dito aos pais que fazia o esporte com receio de que fosse mal interpretada. Ela acabou contando para a mãe, que não viu problemas, mas recomendou não falar ao pai. Polêmicas à parte, divirta-se junto com o Pole Dance numa demostração de Jacqueline Colares exclusivamente para (e) Na Ponta do PÉ!

SERVIÇO | Estúdio de Pole Dance Jacqueline Colares
Local: Rua Benfica, 505, Madalena, Recife (PE) – Emballo Escola de Dança (dentro do Clube Internacional).
Contatos: (81) 9620.3471
poledance.recife@hotmail.com
poledancerecife-pe.blogspot.com.br




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Maíra Passos

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