Aulas de dança em tempos de coronavírus: o que fazer?
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  • Ir ou não à aula de dança? | FOTO : Pexles
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Confira orientações de profissionais de saúde e algumas sugestões para não ficar totalmente sem dançar

O surto do novo coronavírus fechou fronteiras e diversos estabelecimentos no mundo inteiro. Começou na China, que até já tem o número de novos casos bem reduzidos, mas o Covid-19 se espalhou rapidamente para outros países. Depois de mais de 3 mil pessoas mortas na China, a Itália é o país que vem ocupando a segunda posição de mortalidade pelo vírus, infelizmente, com quase 2 mil mortes e ultrapassando 24 mil pessoas infectadas.

No Brasil, até a publicação desta matéria, são 200 casos confirmados, sendo oito em Pernambuco, e nenhuma morte. Relativamente, os números por aqui ainda são baixos, mas motivo de preocupação de todos, devido à velocidade que a doença se espalha e pouco conhecimento científico sobre o vírus, por ser novo. Não há vacina e remédio. O lado bom é que podemos ajudar a evitar a proliferação da doença com medidas simples de higiene e combatê-lo fortalecendo nossa imunidade.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde do Brasil recomendam evitar sair de casa e circular por ambientes com aglomeração de pessoas. Várias atividades e espetáculos culturais foram adiados, inclusive. Cancela a aula de dança, então? Primeiro, depende de como está o quadro da doença na sua cidade ou estado. As próprias secretárias de saúde locais estão orientando o cancelamento de aulas e fechamento de estabelecimentos, de acordo com os avanços dos casos confirmados em cada região.

Outros espaços se antecipam e fecham, até a situação se estabilizar. O fato é que é bem difícil não manter o contato numa aula de dança, independente da modalidade. Além disso, são locais, na sua maioria, fechados e pequenos. Tem a barra que todo mundo passa a mão, o chão que a galera deita e rola e toda interação com os colegas da turma. Tem modalidade, como na dança de salão, que a aula inteira é dançando junto com outra pessoa. E não dá para ficar lavando a mão ou passando álcool gel em todo movimento, né?

O que podemos fazer?

Primeiro, se você tiver com sintomas de gripe, como tosse e febre, não vá à aula de dança. Na verdade, não devemos realizar atividade física quando estamos doente e ir para locais que possam contaminar outras pessoas. “Ah, mas é ‘só’ uma tosse”. Muita gente tem o costume de continuar a vida normal quando está doente, mas é importante lembrar que você pode transmitir a doença para outra pessoa. “Caso os sintomas sejam mais fortes, como dores no corpo e febre, procure um médico”, orienta a médica Ravelane Costa.

Segundo a médica, não há remédio para gripe, é o próprio organismo que vai ajudar a eliminar o vírus, como no caso do Covid-19. “Por isso, é bem importante fortalecer nossa imunidade, como manter uma alimentação balanceada, rica em frutas, verduras e evitando alimentos industrializados e fast foods”, conta Ravelane. “Outro ponto que sempre é bom reforçar é lavar as mãos. Chegou em casa? Lave bem as mãos. Na bolsa, ter lenços descartáveis e álcool em gel pode auxiliar também”, lembra a médica.

Sobre os alimentos que podem ajudar a aumentar a imunidade, a nutricionista Joyce Moraes destaca as frutas ricas em vitamina C, como limão, laranja e acerola. “Interessante investir também alimentos que são anti-inflamatórios naturais, como o gengibre, açafrão, própolis e ômega-3. Tem também o abacate, fonte de magnésio, bom para aumentar a imunidade. Já maçã e pera são ótimos para o sistema imune do nosso intestino”, sugere a nutricionista.

Caso sua aula de dança seja realmente cancelada pelos próximos dias ou semanas, seguem algumas sugestões para não ficar totalmente parado!

– Alongar: sabe aquelas dicas que o professor de dança deu para não entrevar nas férias? Então, repete! Reserva uma meia horinha (que seria no seu próprio horário da aula de dança) para o alongamento.
– Ensaiar sequências e a coreografias: a gente até sabe que tem que passar a coreografia em casa, mas acaba que não dá tempo, muitas vezes. Aproveita a folga da aula de dança para repassar as sequências e não voltar para o ensaio tipo “oxe, lembro de mais nada” (eu sempre kkkk, mas bora melhorar isso!).
– Olhar os vídeos gravados nas aulas anteriores: alguém falta a aula ou ensaio e pede pra gravar. Ou turma mesmo grava a sequência durante a montagem da coreografia para não esquecer. Só que no grupo da dança no WhatsApp fica aquele monte de vídeo que a gente nem olha direito, né? Aproveita para fazer aquela revisão e olhar todos, finalmente!
– Professores de dança, que tal gravar um vídeo aula com aqueles comentários que nem sempre dá tempo de fazer na aula? Os erros mais comuns da turma, o que pode melhorar e até abordar alguns assuntos mais teóricos da sua modalidade. Está no processo criativo do seu espetáculo? Que tal compartilhar ideais com a turma para criação mais colaborativa?
– Mexa-se! Se não dá para sair de casa, liga o som e começa a dançar no meio da sala! É até bom para deixar os movimentos mais livres e estimular a criatividade e capacidade coreográfica de cada um. Ou só porque é bom ficar dançando mesmo!

Alguma outra sugestão? Deixa nos comentários! E seguimos atentos para superar essa pandemia.

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Maíra Passos

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