Na Ponta do PÉ faz retrospectiva de 2020
  • O ano em que a dança ficou longe dos palcos | FOTO: Maíra Passos
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Relembramos os principais acontecimentos que moveram o cenário da dança nesse ano que passou

Fazer a retrospectiva de um ano em que a dança ficou tanto tempo longe dos palcos não é uma tarefa fácil. Mas teve dança em 2020, sim. Até mesmo enquanto o mundo parou, o movimento se reinventou e a gente não deixou de dançar.

Mas, primeiramente, vamos relembrar lá em janeiro, que aqui em Pernambuco, por exemplo, vários grupos de danças populares estavam aquecendo os passos para o carnaval.

Comecinho do ano também foi marcado pelo início das aulas de dança, presenciais, como sempre foi, na sua maioria, e de festivais e espetáculos de dança. Tudo ao vivo, de perto.

E entre nossas matérias e reportagens sobre o que tava acontecendo na dança aqui, a gente foi atrás de também saber mais sobre os estilos de dança para fazer um conteúdo especial.

Fizemos uma gravação sobre sapatilhas de ponta, que rendeu três vídeos de entrevista e um vídeo fofo com uma participação especial que viralizou no TikTok. É que no início desse ano, ano uma nova rede social estava começando a pegar aqui e, claro, a gente foi compartilhar dança lá também.

Depois, para com para completar uma reportagem sobre bachata, fizemos uma gravação mostrando os principais movimentos desse estilo da dança de salão. Foi a última entrevista presencial que fizemos, na semana anterior ao início do lockdown aqui em Pernambuco.

Inclusive, quando colocamos no ar, já estavámos em quarentena, naquele período que ninguém sabia muito o que fazer. Quando as escolas de dança tiveram que fecham suas portas, as companhias precisaram parar seus ensaios… e todo mundo precisou ficar de casa, da noite pro dia, para controlar o avanço da pandemia.

Mas, se não tinha dança, como a gente ia continuar falando de dança? Na verdade, não demorou muito para que bailarinos, professores de dança e demais profissionais ligados à dança se reinventassem também e começassem a dançar à distância.

Foi uma dança através de telas de celulares, de computadores, de videochamadas, apresentando espetáculos virtualmente e olhando para a plateia através da câmera. Festivais tradicionais também criaram suas versões online.

Um esforço coletivo para continuar se conectando com a dança.

E a gente, daqui, além de divulgar essas ações, também pegou carona na ideia de muitos bailarinos que fizemos essas aulas à distância. Então, fizemos lives com outros bailarinos e professores que disponibilizaram um pouquinho do seu tempo dentro de casa, naquela loucura de quarentena, de isolamento social.

Para nosso canal, também foi uma novidade fazer uma transmissão nesse formato. E eu, Maíra, também experimentei um jeito novo de falar de dança, que foi dançando e falando de dança ao mesmo tempo. Mas foi MUITO legal essa troca com vocês.

Ao vivo, tivemos ainda conversas com outros profissionais de dança, que compartilharam suas experiências e vivências. Por um lado, foi até uma forma de a gente conseguir se aproximar do bailarino que está do outro lado do oceano ou daqueles que estavam perto, mas que a gente não podia se encontrar pessoalmente.

E a gente foi assim, através de lives, de chamadas de vídeo, experimentando novos formatos, para poder continuar compartilhando dança.

Com o passar dos meses, a pandemia foi, relativamente, estabilizando-se e alguns setores puderam voltar abrir as portas presencialmente, como no caso das escolas de dança poderem voltar às aulas e as companhias aos ensaios. Claro, ainda seguindo uma serie de protocolos, como uso de máscaras e distanciamento.

Teve até polêmica sobre dançar de máscara, sobre voltar às aulas, sobre dança online. A verdade é que ficou difícil ter alguma opinião única nesse ano de incertezas.

Mas estamos tentando voltar, com um passo de cada vez, às nossas atividades.

Chegando no finalzinho do ano, quando a gente sempre teve aquela grande oferta de espetáculos de dança de fim de ano, não se viu apresentações, praticamente. Até já foram liberadas apresentações nos teatros, com público reduzido.

Mas levar um espetáculo de dança para apresentação em tempos de pandemia não é tão simples. Aqui em Pernambuco, a maiorias das escolas e companhia não se apresentaram.

E terminamos 2020 com um cenário completamente diferente, mas seguindo com esperança na própria dança, que se reinventa, resiste, cria novos passos e continua a nos mover. 🙂






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Maíra Passos

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