16ª Mostra Brasileira de Dança

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  • Grupo Experimental | FOTO: Rogério Alves
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  • Grupo Destramelar | FOTO: Divulgação
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  • Focus Cia. de Dança | FOTO: Manu Tasca
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  • Focus Cia. de Dança | FOTO: Manu Tasca
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O quê? 16ª Mostra Brasileira de Dança
Quando: de 11 a 19 de dezembro de 2021
Onde: Teatro do Parque, Teatro Santa Isabel e Teatro Luiz Mendonça – Recife (PE)
Informações: Instagram @mostrabrasileiradedanca 

SOBRE:

A 16ª edição da Mostra Brasileira de Dança (MBD) acontece, de forma presencial, seguindo todos os protocolos sanitários da Covid, de 11 a 19 de dezembro de 2021, nos: Teatro do Parque, de Santa Isabel e Luiz Mendonça. Na estreia, no dia 11, a Mostra apresenta o icônico e aplaudido espetáculo “As canções que você dançou pra mim”, da Focus Cia de Dança, do Rio de Janeiro, inspirado na beleza e no encanto das canções de Roberto Carlos. Em seguida, no dia 12, tem “Bichos Dançantes”, um espetáculo infantil também produzido pela Focus. No dia 15, o Grupo Experimental, do Recife, apresenta “Conceição em Nós”. No dia 16, é a vez do grupo Destramelar exibir “DNA do Frevo”, e no dia 17, Marcus Katu Buiati e Edson Beserra, de Brasília, apresentam “Velejando Desertos Remotos”.

Finalizando a Mostra, no dia 19, acontece uma novidade: a Noite de Gala. O evento é uma forma de apoiar e incentivar a presença das academias de dança da cidade durante a Mostra. O Ballet Cláudia São Bento abre a noite com a “Suíte do Ballet Coppélia”, acompanhado, em seguida, da apresentação do grupo Endança, que exibe a “Suíte ao Ar” e, finalizando a noite, a Companhia de Dança Fátima Freitas apresenta “O Quebra Nozes II Ato”. Os ingressos para os espetáculos podem ser adquiridos no Sympla e custam R$ 30 e R$15, a meia-entrada, ou nos teatros, duas horas antes de cada apresentação. Vale ressaltar que o evento ainda vai contar com três workshops gratuitos.

A saudade dos palcos foi grande. A última exibição presencial da Mostra Brasileira de Dança aconteceu na Colômbia, em 2019. De lá pra cá, uma edição virtual ocorreu, no início deste ano, para tentar amenizar a saudade dos palcos. Porém, chegou a hora do público reaver o tempo perdido e apreciar uma Mostra presencial, especial, pensada, planejada e realizada, nos mínimos detalhes, para oferecer leveza, beleza e descontração aos espectadores.

Os diretores da MBD, Iris Macedo e Paulo de Castro, comemoram o retorno presencial do evento. “Estamos muito felizes em proporcionar essa retomada da Mostra, que é um evento muito importante para toda a sociedade e para a classe artística. Trouxemos obras leves, bonitas e descontraídas porque entendemos que, nesse momento, o público precisa voltar a sonhar com dias melhores. E fazer a estreia no Teatro do Parque, que foi restaurado e entregue à sociedade recentemente, é muito representativo e emocionante”, destaca Iris. Para Paulo, a Mostra só melhora com o tempo. “Estamos com um olhar mais refinado, mas em constante aperfeiçoamento. Trazemos aos palcos uma maior diversidade de espetáculos para a apreciação do público. A volta da Mostra é fundamental, não só para nós, produtores, mas também para todos os trabalhadores da dança pernambucana e brasileira”, aponta.

Para Fátima Freitas, diretora artística da Cia Fátima Freitas, no Recife, a Mostra Brasileira de Dança é referência para as artes em geral. “Estamos honrados e muito felizes. Nós artistas, nos alimentamos, vivemos e sobrevivemos de nossa arte e para isso, necessitamos de espaços, oportunidades, incentivos e apoios”, relata. A coreógrafa Mônica Lira ressalta que a participação do Grupo Experimental na Mostra, diante de todos os percalços que a sociedade vive, é muito importante. “Dançar, nesse momento, é para mim, uma espécie de oração”.

Vale ressaltar que a Mostra Brasileira de Dança foi criada, em 2003, no Recife, e conta, até o momento, com a participação de mais de 500 grupos artísticos, e público formado por mais de 100 mil espectadores. Ao longo de sua trajetória, a Mostra contemplou diversas linguagens e expressões, e revelou o significado da diversidade cultural da dança no Brasil.

A Mostra Brasileira de Dança é uma realização da Fervo Projetos Culturais e da Paulo de Castro Produções, através do incentivo do Sistema de Incentivo à Cultura – SIC, Fundação de Cultura Cidade do Recife, Secretaria de Cultura, Prefeitura do Recife e, na esfera governamental, do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura – FUNCULTURA -, Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco – Fundarpe, Secretaria de Cultura e Governo do Estado de Pernambuco, com apoio da Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco – APACEPE.

Abaixo, segue a programação dos espetáculos:

DIA 11/12 (SÁBADO) – Focus Cia de Dança (RJ)
As canções que você dançou pra mim – Quatro casais são “embalados” por um grande pot-pourri com 72 canções interpretadas pelo cantor e compositor Roberto Carlos. Músicas que marcaram épocas e que já se tornaram clássicos aparecem como mote principal dessa produção. O trabalho revisita grandes sucessos como: Detalhes, Outra Vez, Desabafo, Cama e Mesa, O Calhambeque, entre outros clássicos, que compõem a trilha que passeia pelas décadas de 1960 a 1990, onde Roberto pôde alcançar várias gerações com canções que misturam e exaltam sentimentos, musicalidade e bom humor, trazendo pra cena todo o romantismo de suas canções, além das mensagens que marcam tantas histórias.
Sessão única; 20h
Teatro do Parque
Classificação Livre

DIA 12/12 (DOMINGO) – Focus Cia de Dança (RJ)
Bichos Dançantes (espetáculo infantil) – A jabuti Elisa completa 100 anos e convida alguns bichos para festejarem com ela mais um ano de vida, mas, dessa vez, ela propõe um desafio, pois não aguenta mais a “mesmice” do famoso “Parabéns a você…” Não por acaso, oito bichos são os convidados para a comemoração, pois eles têm um mesmo desejo. A jabuti entrega um mapa e eles têm que passar por todas as aventuras durante a jornada, e vão descobrindo que realizar esse sonho está mais perto do que imaginam.
Duas sessões: 11h e 16h
Teatro do Parque
Classificação Livre

DIA 15/12 (QUARTA-FEIRA) – Grupo Experimental (Recife/PE)
Conceição em Nós – Baseado no documentário longa-metragem Conceição em Nós, que estreou em novembro de 2021, o Grupo Experimental apresenta o espetáculo de dança Conceição, originalmente criado em 2007, agora em um formato que reflete os tempos atuais, com o cenário de desmonte da cultura, de desgoverno no País. É um “mergulho” no tempo em várias direções: a obra nasce no ano de pandemia de Covid 19, quando as pessoas foram impedidas de conviver presencialmente e, mais ainda, a classe artística, cujo modo de produção sempre fora presencial e em coletividade, foi afetada drasticamente, e ficou sem trabalhar. Com a retomada das atividades, Conceição em Nós, se apresenta incorporando em seu cenário, nos adereços, no desenho de luz e nos corpos de um elenco totalmente feminino, a força da arte combatendo os tempos sombrios e, ao mesmo tempo, em renascimento. Sob a direção de Mônica Lira, com dramaturgia de Mônica Lira e Renata Pimentel, Conceição em Nós é uma criação inspirada na festa do Morro, em celebração a Nossa Senhora da Conceição. É uma festa da fé, mas também do sincretismo, do profano e do sagrado.

Sessão única: 19h
Teatro do Parque
Classificação: 12 anos

DIA 16/12(QUINTA-FEIRA) – Grupo Destramelar ( Recife/PE)

DNA do Passo – O espetáculo é uma viagem mirabolante, efervescente e divertida em busca de uma explicação sobre a gênese do frevo. É nessa viagem que o Destramelar busca a história da evolução do DNA “frevista”, indo desde a sua origem até o futuro. Com o início “Primates pernambucanus”, o espetáculo vai passeando pelo passado e reverenciando os mestres, como os primeiros alquimistas da dança popular, e todos aqueles que transformaram a luta e a resistência do povo em Patrimônio Imaterial da Humanidade. O grupo demonstra também a “armorialização” de Ariano Suassuna, e homenageia o Balé Brasílica e o Balé Popular do Recife, de André Madureira, e a Fábrica de Passista.

Sessão única: 20h
Teatro Luiz Mendonça
Classificação livre

DIA 17/12(QUARTA-FEIRA) – Marcos Katu Buiati e Edson Beserra(Brasília/DF)
Velejando Desertos Remotos – Livremente inspirado no livro “As Cidades Invisíveis”, de Ítalo Calvino, “Velejando Desertos Remotos” se ancora numa atmosfera onírica de onde emergem seres, gestos, relações entre viajantes que caminham em última instância, sós, em busca de si mesmos. Seguindo os caminhos do grande viajante Marco Polo, personagem central do livro, a viagem e o deserto servem de metáforas para a descoberta da vastidão existente dentro de cada um, na cena ou fora dela.
Sessão única: 20h
Teatro Luiz Mendonça
Classificação: 12 anos

DIA 19/12(DOMINGO) – Noite de Gala

Suíte do Ballet Coppélia – Ballet Cláudia São Bento (Recife/PE) – O Ballet Coppélia é cômico, de dois atos e três cenas, com coreografia originalmente feita por Arthur Saint-Leon, música de Léo Delibes e libreto de Charles-Louis-Étienne Nuitter, baseado em duas histórias de ETA Hoffmann: Der Sandmann e Die Automate. Coppélia é uma história leve e divertida, que remonta à época dos grandes balés de repertório. Conta a história de amor de Swanilda e Frantz, dois moradores de uma pequena vila que estão apaixonados e pretendem se casar, assim que o prefeito da cidade distribuir os dotes e o novo sino da igreja chegar. Nesta vila também mora o Dr. Coppélius, um inventor de bonecos, que tem uma paixão especial pela sua maior criação: a boneca Coppélia. Porém, tudo muda quando Frantz avista Coppélia na janela e se encanta pela moça, sem saber que era uma boneca. A confusão foi armada quando Swanilda e suas amigas invadem a casa de Dr. Coppélius e, ao descobrir que Coppélia era uma boneca, Swanilda veste suas roupas e engana o inventor, que pensa ter dado vida à sua boneca.

Suíte ao Ar – Grupo Endança (Recife/PE) – Suíte do II ato do ballet La Bayadère, um número de Jazz Musical inspirado no Musical Hair, um Pas de Quatre Neo Clássico, e uma obra de Jazz Contemporâneo.

O Quebra Nozes II Ato – Cia Fátima Freitas (Recife/PE) – Encenado em dois atos, o balé conta a fantasia de Clara, uma menina que, na noite de Natal, ganha muitos presentes, mas se encanta, de uma maneira especial, por um deles, um boneco Quebra Nozes. Quando todos vão dormir, Clara vai à sala para brincar com seu novo presente, adormece e entra no mundo da fantasia. Os brinquedos ganham vida, dançam, viajam para o Reino das Neves e Reino dos Doces, onde Clara e o seu príncipe são homenageados com danças típicas de vários países. Para a Mostra Brasileira de Dança, o balé encenará o Segundo Ato (Reino dos Doces).

Sessão única: 18h30
Teatro de Santa Isabel
Classificação livre

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Maíra Passos

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